Lotação no 2º DP passa dos 200 presos
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quarta-feira, 17 de novembro de 2004
Fábio Galão<br>Reportagem Local 
Com as prisões do fim de semana, a lotação da carceragem do 2º Distrito Policial (DP) de Londrina, localizado na Zona Leste, chegou na tarde de ontem a 202 detidos. Isso num espaço com capacidade para 70 presos. No total, as carceragens dos quatro DPs da cidade que possuem celas somam 152 vagas - mas ontem à tarde, abrigavam 381 pessoas.
''É uma situação praticamente insustentável, não há estrutura para manter tanta gente. Com um número tão grande de pessoas, começam a surgir problemas na rede de esgoto, na rede elétrica, e se torna muito difícil transportar os presos para atendimento médico e odontológico'', disse ontem o delegado do 2º DP, Antônio do Carmo.
No final do ano passado, quando a carceragem do 2º distrito voltou a receber presos após uma reforma, o juiz da Vara de Execuções Penais (VEP), Roberto do Valle, estipulou que o local não poderia abrigar mais do que 122 presos. Em poucos meses, a lotação passou este número. ''Transferimos presos quando há vagas no sistema prisional, discutimos esta questão diariamente. Mas quando elas aparecem, é sempre numa quantidade inferior ao necessário'', apontou o delegado-chefe da 10 Subdivisão Policial (SDP), Jurandir Gonçalves André.
Na semana passada, dez presos do 4º DP (Zona Sul) foram encaminhados para a Casa de Custódia de Londrina (CCL) após a polícia flagrar uma tentativa de fuga. A CCL é a unidade prioritária para manter presos provisórios da região, mas também está superlotada: ontem à tarde, havia 431 presos no local, sendo que a capacidade é para 288.
A solução para o problema seria a construção do Centro de Detenção Provisória, na Zona Sul. ''Há 15 meses foi noticiada a construção do centro. O problema da superlotação deve ser resolvido pelo governo do Estado. Eu não vou falar mais nada, já fiz o que pude. É hora da sociedade começar a cobrar'', afirmou Valle.
O diretor do Departamento Penitenciário (Depen) do Paraná, coronel Justino Sampaio, defendeu que a licitação para a obra do Centro de Detenção Provisória está dentro dos prazos e que já foi aberto o primeiro envelope da concorrência, relativo à qualificação das empresas interessadas. ''Até o final do ano deve sair a ordem de serviço'', garantiu Sampaio.


