Lorenz faz demissões em Umuarama
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terça-feira, 09 de maio de 2000
Vânia Moreira De Umuarama 
A Companhia Lorenz concordou ontem em demitir formalmente os 45 empregados da fecularia em Umuarama. Cerca de 20 empregados ocuparam anteontem as instalações da fecularia, exigindo a demissão e o pagamento dos salários atrasados. Eles não recebem há 11 meses. Em janeiro, a fecularia suspendeu a produção e dispensou os empregados. Segundo a assistente de recursos humanos, Vanda Lúcia dos Santos, os empregados vão permanecer na indústria até hoje para acompanhar as rescisões de contrato.
A Lorenz não apresentou nenhuma proposta de pagamento, mas os funcionários vão encerrar a invasão da fecularia. Segundo Vanda, a baixa nas carteiras permitirá que eles saquem o Fundo de Garantia e dêem entrada no seguro-desemprego. Já conseguimos alguma coisa, comemorou . Alguns funcionários até já arrumaram outro emprego, mas não podiam ser contratados por causa do registro na Lorenz.
A companhia, com sede em Blumenau (SC) e fábricas espalhadas por todo o Brasil, enfrenta a pior crise de sua história. Até 98, a fecularia de Umuarama mantinha 150 empregados, moía 5,7 mil toneladas de mandioca e fabricava 1,4 mil tonelada de fécula por mês. A produção caiu nos últimos dois anos e parou de vez há cinco meses. A empresa deve para empregados e fornecedores de mandioca, que no ano passado também ocuparam duas vezes a fábrica exigindo o pagamento das dívidas. A Lorenz pagou cerca de R$ 300 mil, mas ainda estaria devendo aproximadamente R$ 200 mil aos produtores.
Em Cianorte, onde a Lorenz mantém uma fecularia e uma indústria de química fina, também as atividades do grupo estão paradas há 90 dias. Cerca de 90 empregados estão com três meses de salários atrasados. O projeto milionário para produzir sorbitol e dextrinas com tecnologia de ponta em Cianorte foi implantado no início dos anos 90.
Há dois dias, a Folha tenta insistentemente ouvir por telefone diretores da companhia em Blumenau, mas não obtém nenhum retorno.


