Há uma semana, o londrinense tinha a sensação de ainda estar no verão com as temperaturas mínimas próximas aos 20 graus. Porém, neste último final de semana, após um período de chuvas, o clima típico do outono ganhou força e os termômetros marcaram 9,9 graus na madrugada de ontem, segundo o Instituto Tecnológico Simepar.
Por enquanto, foi a noite mais fria do ano enfrentada pelos londrinenses. ''A influência da massa de ar frio atinge todo o Estado durante esta semana, mas as temperaturas mínimas sofrerão um aumento gradativo até o próximo final de semana'', afirma Vanessa D'avila, técnica em meteorologia do Simepar.
Com as temperaturas mais baixas, aumentam os casos de problemas de saúde. ''Com o frio, os processos infecciosos virais são mais frequentes, como gripe, resfriado, sinusite e amigdalite, acometendo principalmente as crianças e idosos, por ficarem em ambientes mais confinados e também mais próximos a outras pessoas'', afirma o pneumologista Alcindo Cerci.
A diarista Roseli Aparecida da Silva acordou cedo ontem para levar a filha Andressa, 4 anos, ao Pronto Atendimento Infantil (PAI), na região central. ''Ela já estava meio gripada, mas piorou ontem de madrugada. A febre chegou aos 39 graus e ela passou a tossir muito e reclamar de dor no ouvido'', conta Roseli, que saiu da unidade com diagnóstico de sinusite.
Elaine da Silva aguardava atendimento com a filha Heloisa, 7 meses, que também apresentou febre alta e muita coriza durante a madrugada. ''Dei um banho e paracetamol e a febre baixou, mas hoje de manhã, ela ficou novamente febril e resolvi procurar um médico'', diz.
Por conta do tempo ruim, o número de atendimentos no PAI caiu no final de semana. De acordo com o diretor clínico Mohamed El Kadre, quando começa o frio e a chuva há queda nos atendimentos. ''Geralmente as pessoas procuram os médicos cerca de três ou quatro dias depois. Estamos esperando um maior número de pacientes a partir de amanhã'', disse.
Segundo ele, nos primeiros meses do ano a média registrada no PAI é de 250 atendimentos diariamente. No mês de abril houve aumento para 320 casos por dia. ''Esta é a média dos meses de outono e inverno. Neste ano até houve demora para crescer o número de atendimentos.''
Entre os adultos, Vanessa Carreri, 30 anos, também aguardava para ser atendida no Pronto Atendimento Municipal (PAM). ''Tive muita tosse, dor nas costas e falta de ar. Tomo todos os cuidados básicos, mas não tem jeito. Em toda queda brusca de temperatura, a gripe me pega de vez'', diz.
A orientação do pneumologista Cerci é que as pessoas mantenham um boa alimentação nos dias frios, assim como os hábitos de higiene, lavando bem as mãos. ''No caso dos idosos e das crianças menores de cinco anos, a indicação é tomar a vacina antigripal'', afirma.
Ele também ressalta que diante de um resfriado, que são casos mais brandos, onde aparecem os sintomas de coriza e um pouco de espirro, as pessoas devem observar se há evolução no quadro. ''Em caso de piora, buscar um auxílio médico'', diz.

Imagem ilustrativa da imagem Londrinenses sentem a chegada do frio
mockup