Londrina
Dois londrinenses foram presos sob acusação de tráfico de drogas em São Paulo e Mato Grosso. Na segunda-feira, foi preso Gilberto Monteiro, 34 anos, quando transportava meia tonelada de maconha no caminhão Mercedes Benz, placas BFA-6043, de Londrina. Foram também presos Iraniel Dantas da Silva, 26 anos, Marco Aurélio Arce, 28 anos, Argemiro Ferreira da Silva, 49 anos, e Vladimir Simoni, 28 anos. A droga vinha do Paraguai e estava escondida embaixo de uma carga de milho. A apreensão da droga e as prisões foram realizadas na cidade de Itupeva, interior paulista.
A prisão foi feita pelos policiais do Departamento de Narcotráfico (Denarc) da Polícia Civil de São Paulo. A polícia soube da carga de maconha por um telefonema anônimo. Gilberto Monteiro tem três passagens pela Polícia Federal de Londrina, acusado de contrabando. Segundo policiais do Denarc, a maconha seria vendida na capital paulista e no Rio de Janeiro. Gilberto Monteiro é apontado como líder de uma quadrilha de traficantes com ramificações no Paraguai, Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro.
Há 90 dias, ele havia sido preso em Ponta Grossa com 30 quilos de cocaína, mas foi libertado pela Justiça daquela cidade. Para libertá-lo o juiz substituto da Vara Criminal usou uma justificativa: teria havido desencontro no depoimento dos policiais que fizeram a prisão. Um deles teria dito que prendeu Gilberto às 10 horas e o outro, às 10h30. Um funcionário do Fórum de Ponta Grossa, que pediu para não ser identificado, afirmou que a libertação do acusado causou surpresa e revolta entre os promotores e juízes locais.
O outro londrinense preso foi o piloto civil Ivan Bartolomei. A prisão ocorreu há duas semanas em Cuiabá (MT), quando policiais federais descobriram 75 quilos de cocaína que estavam escondidos em sua caminhonete. Bartolomei começou no crime como piloto do traficante londrinense Gerson Palermo, atualmente preso em Campinas (SP). Palermo foi preso há cinco anos com 500 quilos de cocaína, naquela mesma região.
Segundo a Polícia Federal de Mato Grosso, Ivan Bartolomei estava trazendo a cocaína da Bolívia. Está também sendo investigada a possibilidade de o piloto pertencer ao cartel boliviano, pelo vínculo de trabalho e amizade que tinha com Palermo. Nas duas vezes que Palermo foi preso pela Polícia Federal de Londrina, foi apreendida grande quantidade de tonéis com acetona e éter, produtos que seriam levados à Bolívia para o refino de coca e fabricação de cocaína.

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