Dois eventos diferentes buscando mais segurança no trânsito foram realizados na manhã de ontem em Londrina. O primeiro deles reuniu 150 ciclistas e se juntou à comemoração ao ''Dia Mundial Sem Carro''. No Centro, vítimas de acidentes de trânsito se reuniram numa passeata do Calçadão à Praça da Bandeira, em frente à Catedral, com apresentação de paródias feitas por alunos de escolas públicas. Mensagens pediam paz no trânsito e mais atenção aos motoristas.
A pedalada, promovida pela TV Tarobá, começou em frente à emissora e seguiu por cerca de 7 km na Avenida JK até o Super Mufato da Duque de Caxias, onde os ciclistas participaram de sorteios de brindes. O coordenador do evento, Uanderson Luis Arlindo, enfatizou que a idéia é que todos os anos a pedalada se repita. ''Queremos conscientizar as pessoas da importância de se buscar meios de transporte alternativos, para que o meio ambiente possa ser cada vez menos prejudicado'', disse.
''O Dia Mundial Sem Carro'', realizado anualmente no dia 22 de setembro, surgiu há nove anos na França e chegou ao Brasil em 2001.
A orçamentista Adriana Castelane, 29 anos, saiu de sua casa no Jardim Ideal com o marido e as duas filhas para participar do evento. Animada com o passeio, Adriana seguiu o percurso no ''trenzinho ecológico'' junto das filhas, enquanto o marido acompanhou a família em outra bicicleta. ''Acho muito legal um passeio como esse. A gente precisa criar hábitos mais saudáveis. Para mim poderia acontecer mais vezes'', disse.
Como parte das comemorações da 8º Semana Nacional de Trânsito, que se encerra na terça-feira, os organizadores reuniram pessoas que ficaram paraplégicas em acidentes de trânsito na cidade. Na concentração que contou com mais de 200 pessoas, crianças, idosos e cadeirantes foram o destaque do evento por serem as pessoas mais vulneráveis. Dados oficiais do Detran confirmam 17 mortes por atropelamento no trânsito de Londrina nos primeiros sete meses deste ano.
Há dez anos, Alexandre Pereira, 34 anos, sofreu um acidente que mudou completamente a sua vida. A tragédia resultou em 14 fraturas pelo corpo, além de tê-lo deixado paraplégico. Ele estava numa moto que foi atingida por um carro conduzido por um motorista embriagado. ''Muda tudo em sua vida. Os médicos achavam que eu não fosse sobreviver. Hoje, ainda faço fisioterapia. Essas manifestações são importantes por isso, para que todos possam ver de perto a dor de quem sobreviveu a um acidente de trânsito'', disse.

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