Londrinenses protestam contra violência
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sexta-feira, 26 de junho de 2009
Fernanda Borges<BR>Reportagem Local 
A morte de Otacilio Pires Tomaz, 76 anos, proprietário da empresa Auto Ferro Velho Acrometal, na Vila Casoni (Área Central de Londrina), durante um assalto na manhã de quinta-feira, foi a gota d'água para os comerciantes da região. Preocupados e insatisfeitos com a segurança no local, dezenas de pessoas, incluindo amigos e familiares do empresário, saíram às ruas ontem à tarde pedindo reforço policial. Pela manhã, um grupo se reuniu no Calçadão para protestar contra a imprudência no trânsito.
Com cartazes nas mãos e embaixo de uma fina chuva o grupo permaneceu em silêncio por um minuto em homenagem a Tomaz. Eles fecharam o comércio por cerca de meia hora e ficaram no cruzamento da Avenida Jorge Casoni com a Rua São Salvador. O proprietário de uma mercearia, Fernando Pirolli, teve sua loja assaltada por dois homens armados há cerca de um mês, quando um dos clientes foi atingido por uma bala no braço. ''Eu trabalho ali faz 31 anos e antigamente podíamos amanhecer com a mercearia aberta que não acontecia nada. Hoje, antes mesmo das 20 horas preciso fechar'', reclamou.
As queixas da maioria dos comerciantes são as mesmas. Segundo eles, a Vila Casoni está perigosa e ninguém tem coragem de circular pelas ruas ou permanecer com as lojas abertas quando escurece. Apesar disso, o crime que tirou a vida de Tomaz aconteceu pela manhã. O filho dele, pastor Adalton Tomaz, pretende continuar com as mobilizações. ''É um absurdo o que está acontecendo aqui. Pretendo iniciar uma campanha e chamar todos os cristão de Londrina, evangélicos ou católicos, para continuarmos a pedir mais paz para a cidade'', disse.
Na manhã de ontem outro crime mobilizou policiais em busca de dois assaltantes que invadiram a sede da Associação dos Deficientes Físicos de Londrina (Adefil), no Jardim Petrópolis, Área Central. Segundo a Polícia Militar, eles estavam armados, trancaram as vítimas em um quarto e fugiram com o Corolla do presidente da entidade, levando aparelhos eletrônicos. De acordo com o porta voz do 5º Batalhão da PM, tenente Ricardo Eguedis, a polícia encontrou o veículo batido próximo à PR-445, na Zona Sul. Os assaltantes não foram localizados.
O presidente do Conselho de Segurança de Londrina, Cláudio Espiga, esteve na manifestação e disse que uma pesquisa realizada pela entidade apontou que Londrina precisaria ter 2,1 mil policiais militares. ''Foi constatado que pelo porte da cidade, que tem vida noturna, quase 600 mil habitantes e rota de cidades de fronteiras, exige essa quantidade. Não sabemos qual é o efetivo real.''
Questionados sobre o assunto, tanto o governador Roberto Requião (PMDB) quanto o secretário de Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari, disseram que não há previsão de abertura de concurso público para contratação de mais policiais.


