Ano novo, vida nova. O londrinense começa o ano otimista e acreditando que a vida vai melhorar e muito a partir de hoje, primeiro dia de 1998. Uma pesquisa feita pela Alvorada Pesquisas no último dia 27 de dezembro, junto a 400 pessoas, todas maiores de 16 anos, aponta que nada menos que 72,3% dos entrevistados apostam que 98 será melhor do que 1997; 14,5% acham que o ano novo será igual, e somente 3,8% estão céticos e disseram que 98 será pior. Os 9,4% restantes não souberam responder.
Quando a pergunta é sobre a vida pessoal de cada um, o otimismo é ainda maior: 80% acreditam que a vida vai melhorar este ano; 7,8% se mostraram indiferentes, dizendo que será igual; e apenas 2% vêem um 98 pior que 97. Os demais 10,2% não souberam responder.
O instituto também avaliou outros temas na pesquisa, como emprego, Plano Real, inflação e até a expectativa do londrinense para a Copa do Mundo de Futebol, a partir de junho na França.
A construção de novas indústrias, como a Dixie Toga (de embalagens), e a Kumho (de pneus) refletiu na avaliação do londrinense sobre a possibilidade de novos empregos na Cidade. Mais da metade dos entrevistados (53,8%) apostam que o emprego em Londrina vai aumentar, contra 11,8% que acham que vai diminuir; 19,3% disseram que a situação não apresentará alterações; e 15,1% não souberam responder.
O otimismo em relação ao emprego pode talvez explicar o alto índice de envididamento dos entrevistados: 49,5% começam o ano com dívidas. Somente entre os desempregados, o endividamento é maior: 75%. Outro dado: menos da metade dos entrevistados (48%) disseram que o Natal em 97 não foi melhor do que o de 96, mas igual. Melhor mesmo foi para 40%, enquanto os 12% restantes afirmaram que o Natal de 97 trouxe menos felicidades do que o de 96.
Mas se depender do londrinense, o presidente Fernando Henrique Cardoso pode entrar com tranquilidade na campanha eleitoral. Apesar de não tocar em nomes de candidatos, a consulta avaliou que 90% da população aprovam o Plano Real. E mais: 86,8% afirmaram que é melhor viver num País com inflação baixa do que alta, como acontecia até 1994.
O londrinense também está acreditando no sucesso da seleção do técnico Mário Lobo Zagalo na Copa do Mundo da França, que será realizada entre junho e julho de 98. 61,8% apostam no título e 6,3% disseram que o Brasil fará uma boa campanha mas ficará com o vice-campeonato.
A terceira colocação foi apontada por 2,3% dos entrevistados e a quarta colocação por 1,5%. Já os descrentes no futebol brasileiro, este ano, somam 5,8%: eles acham que a seleção será desclassificada da competição.

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