Londrinenses cobram mais segurança
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 25 de junho de 1998
Célia Baroni 
Uma comissão representando mais de 180 entidades da comunidade organizada de Londrina vai cobrar do governo estadual maior agilidade e novos investimentos na segurança no município. Os membros da Comissão se reuniram ontem com representantes do poder municipal, Polícia Militar, Polícia Civil, Ministério Público, Câmara de Vereadores, no auditório da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil). Durante o encontro, eles apresentaram a Carta da Região Metropolitana de Londrina, com 13 reivindicações consideradas prioritárias.
O documento vai ser entregue ao governador Jaime Lerner no próximo dia 2 de julho, por ocasião de sua visita ao município. Entre os pontos destacados pela comissão no documento estão a entrega da Prisão Provisória, pronta para funcionar, devidamente equipada e com o quadro funcional adequado; início imediato da construção da cadeia pública de Londrina; e implantação da Delegacia Especializada em Tóxicos, com estrutura própria e ampliação do efetivo das polícias militar e civil.
Temos uma equipe trabalhando no documento, justificando e subsidiando com informações e números cada uma de nossas reivindicações, informou o industrial e membro da comissão, Edno Moreira. Ele conta que as entidades envolvidas já vinham discutindo o problema da falta de segurança no município de forma isolada e decidiram se unir. Estamos propondo um movimento para forçar o debate sobre o problema e aglutinar forças, envolvendo toda a comunidade, para pressionar o poder público a cumprir o que é obrigação dele: investir em segurança, resume.
Edno Moreira explica que a comissão abordou três pontos principais: a necessidade de locais adequados para colocar os prisioneiros, o combate às drogas e o aumento do efetivo policial. Segundo a Comissão, 80% dos crimes que ocorrem no município estão ligados diretamente ao comércio e consumo de drogas.
Para combater o problema, o grupo pede, entre outras medidas, a ampliação do disk-denúncia com ampla divulgação e garantia de sigilo ao denunciante e a implementação da Patrulha Militar Escolar para policiamento exclusivo nas escolas. A comissão pede ainda a implantação de totens - aparelhos que permitem o contato imediato com a polícia - em pontos estratégicos da cidade.
Só emprego e desenvolvimento não vão resolver o problema da falta de segurança. O governo precisa garantir para as polícias recursos humanos e condições de trabalho, defendeu o presidente da Acil, Abílio Medeiros. A associação também faz parte da comissão. O presidente do Conselho Comunitário de Segurança de Londrina, Noberto Souto Braga, afirma que a comissão traz mais representatividade para antigas lutas. Sem pressão não se consegue nada, frisa. O conselho de segurança também integra a comissão.
Participaram do encontro na Acil o vice-prefeito Alex Canziani; o chefe da 10º Subdivisão Policial de Londrina, Vanderci Corral Fernandes, e outras autoridades municipais ligadas a área de segurança.


