Londrinenses buscam diversão alternativa durante Carnaval
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quarta-feira, 09 de fevereiro de 2005
Fábio Galão<br>Reportagem Local 
Nada de serpentina, fantasia ou ''esquindô''. Muita gente que passou o Carnaval em Londrina preferiu buscar alternativas às festividades de Momo áreas de lazer como pesque-pagues e o Bosque, no Centro, ficaram lotadas ontem. E foram alguns dos poucos pontos da cidade que não estiveram às moscas durante o feriadão.
''No Carnaval, Londrina parece meio morta mesmo. Só fica aqui quem não tem como viajar'', disse a costureira Luciana Aparecida Lima e Silva. Como estava com pouco dinheiro, ela permaneceu em Londrina durante o feriado e teve que recorrer a outras opções de entretenimento, já que não é muito fã de Carnaval. Ontem, foi ao Lago Cabrinha, na Zona Norte, com a irmã, um sobrinho e o filho de dois anos. ''Tem que procurar alguma coisa para fazer. É a primeira vez que venho aqui (ao lago). Nem sei se essa água é limpa...''
Os pesque-pagues pareceram uma opção atraente ontem, dezenas de pessoas passaram o dia inteiro em estabelecimentos do tipo na cidade. Como a família do proprietário de central de moto-táxi Orival Afonso Pinto, que havia chegado a um pesque-pague na Zona Norte às 9 horas, e, quando foi entrevistada pela reportagem da Folha, por volta das 16 horas, ainda não tinha a menor intenção de ir embora.
''Pescamos, almoçamos e agora voltamos a pescar. Geralmente o pessoal vai para a praia no Carnaval, mas como já fomos para lá em janeiro, decidimos passar o feriado em Londrina'', justificou Pinto, outro que não se empolga com a tradicional festa brasileira. ''Até gosto de desfile de Carnaval, mas não vou a bailes. Acho que minha época já passou'', disse ele, que estava acompanhado da esposa, dos dois filhos, do irmão, da cunhada, de dois sobrinhos e dos sogros.
Para o motorista João Eugênio Corglian, também adepto do pesque-pague, a palavra Carnaval é sinônimo de sossego e descanso - nada de agito. ''Tive que trabalhar e aí não deu para viajar no feriado. Mas eu gosto mesmo de ficar descansando. Venho para o pesque-pague e fico por aqui umas cinco horas'', explicou.
Osvaldo de Oliveira, instalador de sistemas de segurança, e sua namorada, a telefonista Gislaine Thomazella, que ontem à tarde caminhavam no Zerão, também quiseram distância de bailes de Carnaval este ano. ''Não gosto. Nesta época, sempre procuro ficar num lugar mais tranquilo. Prefiro locais com menos gente, menos agito'', disse Oliveira. Mas Londrina fica tão carente de opções durante o reinado de Momo que a solução ideal parece ser mesmo sair da cidade. ''Mas este ano a grana estava meio curta...'', suspirou Gislaine.


