Londrinenses aproveitam novo horário
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domingo, 19 de outubro de 2003
Alan Maschio<br> Reportagem Local 
A ameaça de chuva impediu o londrinense de desfrutar a hora a mais proporcionada pelo primeiro dia do horário de verão. Mas, mesmo com pôr-do-sol precoce, a praça Nishinomiya, em frente ao Aeroporto (Zona Leste), e o Zerão, no centro da cidade, estavam lotados, com mais frequentadores do que a média de domingo.
Na Zona Leste, moradores da região do Aeroporto aproveitaram os restos de sol do domingo para levar crianças e caminhar na praça Nishinomiya. Com grande área verde, o local é largamente aproveitado por seus frequentadores. O advogado André Salvador e sua esposa, por exemplo, fazem uso do centro de convivência desde 1990. Ontem, levaram suas duas filhas para brincar no gramado da praça. ''Eu prefiro o horário de verão. Parece que o dia é melhor aproveitado'', explica Salvador. Sua esposa, Márcia Cavazin, no entanto, gosta mais do horário normal. ''Como o dia é mais longo com o horário de verão, parece que trabalhamos mais''.
Vendedor de pipoca e caldo de cana na Praça Nishinomiya há 25 anos, José Higino Batista tem certeza do aumento do movimento no local com o horário diferenciado. Convivendo com o horário de verão desde sua criação, Batista comemora sua chegada com o aumento nas vendas, principalmente de garapa. ''Não sei dizer exatamente quanto consigo vender a mais, mas sei que o movimento aos domingos sobe bastante'', comenta. Sua funcionária, Luci Batista, tem a explicação para o lucro maior. ''Como as crianças ficam mais tempo bricando, têm mais fome ou sede'', diz.
No final de tarde, a grande massa de frequentadores do Zerão começou a se assustar com o tempo feio, que ameaçava chuva forte. Mas tamanho era o volume de pessoas caminhando, bebendo ou simplesmente curtindo a sombra do local que o Zerão demorou para se esvaziar. A estudante Gabriela Moreli, que também gosta mais do horário de verão, justificou sua visita ao parque com a mudança de horário. ''Estou aqui justamente por isso'', disse. A maior quantidade de crianças bricando no parque também era evidente. Gabriel, de sete anos, e Driele, de 10, não escondiam a felicidade com a chegada do horário. ''Nossas mães nos deixam brincar mais, porque fica claro por mais tempo'', contaram.
Também estudante, Luciana Giannnini aproveitou o novo horário para passear com seu cachorro. ''A extensão do dia fica mais aproveitável. Chegamos em casa depois do serviço ou da faculdade e ainda temos luz do sol para fazer alguma coisa''.
O aumento do faturamento de sua barraca de garapa em mais de 600% também faz com que Juliano César Camargo prefira invariavelmente o horário de verão para trabalhar no Zerão. ''Em domingos normais, faturo em média R$ 100, mas em dias como esse, chego a fazer até R$ 700''. Camargo ainda conta que somente um freguês comprou sete copos de caldo de cana, por R$ 1. ''Estou aqui há quatro anos e sempre vendo bem melhor com o horário de verão''.


