Londrinenses aproveitam domingo mais longo
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domingo, 25 de fevereiro de 2007
Chiara Papali<br>Reportagem Local 
Assim como gostar do horário de verão não é unanimidade, em cada relógio, ontem, os horários divergiam. No último fim de semana em que ele vigorou, teve quem se adiantou e antes da meia-noite de sábado já havia mudado o relógio. Mas também teve quem chegou adiantado a compromissos no domingo, por esquecer de atrasar em uma hora o relógio.
Em Londrina, bem cedo o famoso relojão do Centro de Londrina (no alto do Edifício América) já mostrava a hora certa. O que não foi o suficiente, por exemplo, para que o comerciante e engenheiro mecânico Luiz Alberto Araújo, 46 anos, chegasse no horário à loja que tem no mercado Shangri-lá (Zona Oeste). Os ponteiros do relógio dele já apontavam 8h30, mas do horário de verão. Como havia esquecido de mudar o relógio, só quando chegou ao local se deu conta de que eram 7h30 do horário ''normal''. ''O mercado nem aberto estava, tive que ficar esperando'', contou, bem-humorado.
Já a dona-de-casa Maria Terezinha Rainer Harbach, 60 anos, gosta tanto do horário normal que se adiantou bastante: ''Mudei o relógio ontem (sábado) às 20 horas, de tanta vontade de voltar ao horário normal. Acho que é uma economia mínima para o sofrimento de 'perder' uma hora de sono'', ponderou.
O primeiro dia da volta ao horário normal é bastante comemorado por quem gosta de dormir um pouco mais. Mas para quem trabalha, significou uma hora a mais no expediente. Caso das comerciantes Genilda Viana Teixeira Rocatelli e Suenea Yeda dos Santos, ambas de 48 anos, que trabalham em uma danceteria e em um bar. ''É realmente cansativo, todos os que trabalharam nesse horário sofreram'', comentou Genilda, ainda com o relógio e o celular no horário ''antigo''.
A ''recompensa'' delas veio por volta das 9 horas, quando faziam um happy hour, com direito a cerveja e camarão frito. ''O horário (para o happy hour) pode parecer estranho para os outros, tem gente que de repente fica até assustada, mas para nós é maravilhoso e estamos com fome 'de verdade'', disse Genilda.
Como o horário de verão trouxe uma hora a mais para o fim de semana, teve quem aproveitou para passear e se divertir. ''Nós viemos comer pastel, depois vamos à feira e à piscina'', programavam Gustavo, 8 anos, e Letícia, 10 anos, filhos de Edson Donizete da Silva e Rita de Cássia Araújo Silva. Para ele, que comercializa material de construção, o final do horário de verão foi comemorado. ''A gente acaba trabalhando mais, fazendo mais entrega. E no horário de verão a gente acorda às 7 horas e ainda está escuro'', disse.
O horário de verão começou dia 5 de novembro do ano passado e vigorou por 112 dias, nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do país. Ao contrário de todos os anos, em que a mudança ocorre em meados de outubro, dessa vez aconteceu em novembro para que não atrapalhasse as eleições presidenciais.
Esta edição do horário de verão, segundo estimativa do governo, proporcionou economia no consumo de energia de 4%, no horário de pico (entre 19h e 22 horas), nas regiões Sudeste e Centro-Oeste. Na região Sul, a redução de consumo no horário de pico foi de 4,4%. Os números representam uma economia de energia que daria para abastecer uma cidade de 2,4 milhões de habitantes durante dez dias.


