Os londrinenses ouvidos em uma pesquisa realizada pela Ímpar Inteligência de Marketing e Inbrape Pesquisas, concordam com o projeto de lei da Câmara de Vereadores, o qual sugere o fechamento dos bares às 23 horas. Os entrevistados acreditam ainda que a proposta de lei da prefeitura, que quer coibir a venda de bebidas alcoólicas em postos de combustíveis, também beneficiaria a cidade.
A pesquisa foi feita a pedido da FOLHA e foram entrevistadas 302 pessoas no dia 11 de julho. Entre os consultados, 48,5% são mulheres e 51,5% homens. A maioria (40%) tem entre 26 e 45 anos. Os resultados apontaram que 72,2% dos entrevistados acreditam que proibir a venda de bebidas alcoólicas em postos e fechar os bares às 23 horas diminuiria a violência e a criminalidade em Londrina.
Seis a cada dez entrevistados já conheciam o projeto da Câmara e 66% já ouviram falar da proposta da Prefeitura. No entanto, para 62% do público, poderá haver desemprego caso as leis sejam aprovadas.
A pesquisa questionou ainda o horário ideal para o fechamento dos bares. A grande maioria dos entrevistados acha que os estabelecimentos devem funcionar até a meia-noite. Para 57,3% dos entrevistados a lei deveria abranger somente os bares e excluir os restaurantes.
Metade das pessoas ouvidas afirmou ainda que concorda com a venda de bebidas em postos de combustíveis, mas que deve ser proibido o consumo dentro dos estabelecimentos.
O projeto de lei que restringe o horário de fechamento dos bares é de autoria dos vereadores Gláudio Renato de Lima (PT), Luiz Carlos Tamarozzi (PTB) e Paulo Arildo (PSDB) e já foi aprovado em primeira votação pela Câmara Municipal. Conforme Arildo, a finalidade da proposta é mesmo diminuir a criminalidade.
''A gente conhece a realidade das famílias mais pobres, que estão transtornadas pelo álcool'', justificou o vereador, ressaltando a realização de pelo menos mais duas audiências públicas, previstas para setembro, antes da segunda votação.
''Não estamos proibindo ninguém de fazer nada, apenas queremos regulamentar o horário dos bares'', completou o vereador, assinalando que, depois de aprovada, a lei deve ser sancionada pelo Prefeito. ''Não cabe só à polícia e à Prefeitura fiscalizar os bares. Queremos que a população também ajude na fiscalização.''
Em Apucarana, a instituição da ''lei seca'' reduziu em 60% os crimes contra a vida, como apontou o capitão Laércio Sagati, da Polícia Militar (PM). Segundo ele, depois que os bares começaram a fechar as portas às 23 horas, também houve queda no número de acidentes de trânsito. ''É muito bom. Trabalhamos em parceria com os fiscais da prefeitura em abordagens de rotina aos estabelecimentos. Garantimos a segurança dos fiscais e quando há infração, cabe ao Município notificar'', afirmou Sagati.
Para o tenente Ricardo Eguedis, porta-voz da PM de Londrina, se aprovadas, as leis poderão colaborar na redução do número de ocorrências e também do risco de incêndio nos postos de combustíveis.

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