Domingo de sol e temperatura agradável em Londrina. Pais e filhos de folga, com todo o tempo disponível para... fazer o quê? A cidade pouco oferece em opções de lazer e cultura. Aos domingos, três locais viram ponto de encontro. Pela manhã, o programa é levar as crianças para comer pastel no Mercadão Municipal do Shangri-lá. À tarde, multidões de jovens, crianças e pais impacientes são atraídos quase que automaticamente para os dois maiores shoppings da cidade. Tem gente que dá graças a Deus quando os supermercados abrem no domingo. Por incrível que pareça, é mais uma opção de passeio.
Não existe nada para fazer em Londrina nos finais de semana e o pior é que não há sinal, nem por parte do poder público e nem de empresários, de que a situação vai mudar tão cedo. No Zerão, Lago Igapó e câmpus da Universidade Estadual de Londrina, a única opção é andar de bicicleta ou fazer caminhada. Os pais têm receio de levar os filhos ao Parque Arthur Thomas por causa do mal explicado foco do mosquito flebótomo, causador da leishmaniose, que divide o parque com os macacos e outros bichos. Na Mata dos Godoy e no parque construído na área da Usina Três Bocas só é possível chegar de carro.
Os dois museus da cidade – Histórico e de Arte – não abrem aos domingos. Fora da época dos festivais de música e de teatro, a Concha Acústica e os anfiteatros do Zerão e do Igapó são pouco aproveitados. Os espaços públicos não são utilizados para manifestações culturais que possam arrancar as pessoas de dentro de casa e mostrar que há vida lá fora.
Onde é que estão os lagos e parques que seriam construídos na zona norte da cidade? E as vans que passavam pelos pontos turísticos, locais históricos que nem os londrinenses sabem onde ficam – e quem sabe quer esquecer devido ao descaso com que são tratados, como o Marco Histórico e a Praça Rocha Pombo. Onde é que está o Bairro Chinês que seria feito entre a Avenida Leste-Oeste e a Rua Sergipe? E que fim deu o estudo para reativar as viagens de trem entre Londrina e Maringá?
Enquanto nada é feito, parece que os londrinenses terão que continuar passando os belos domingos de sol enclausurados em um shopping, um supermercado ou, pior ainda, assistindo televisão.

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