Londrinense reclama da sujeira que toma conta da cidade
Locais de grande movimento como o Terminal Urbano e o Calçadão acumulam sujeira. Áreas que deveriam ser de lazer, como parques e praças, também estão abandonadas
Em entrevista no final do ano passado, o prefeito Nedson Micheletti (PT) garantiu que 2002 seria o ano da arrumação da cidade, já que em 2001 a administração teve que concentrar esforços no equilíbrio das contas municipais. Passados mais de quatro meses desde àquela ocasião, a reportagem da Folha circulou por alguns pontos da cidade e constatou que a manutenção e limpeza dos logradouros públicos de Londrina melhorou desde o fim do ano passado, mas ainda falta muito o que fazer.
No Terminal Urbano de Transporte Coletivo, o maior número de reclamações recai sobre a condição geral dos sanitários. O mau cheiro é muito forte e as portas dos boxes no banheiro masculino não têm trinco. Uma delas está, inclusive, com a parte inferior quebrada. No lado feminino, a situação parece não ser diferente. Sempre passo pelo terminal, mas nunca uso o banheiro porque não dá, afirmou a dona de casa, Elizabeth dos Santos Vieira, 35 anos. Ela também reclamou da sujeira acumulada nos pontos de embarque e desembarque de passageiros.
Na Praça Rocha Pomba, nas proximidades do Terminal Urbano, o problema é a falta de conservação dos passeios. Está ruim para danar, comentou o engraxate Antonio Mendes da Silva, 60 anos, que trabalha no local há mais de 20 anos. Quando o Nedson entrou, a praça já estava assim. Mas ele tem que arrumar. Outro problema citado pelo ambulante é a necessidade de podar as árvores antigas que oferecem riscos à população.
Já a dona-de-casa aposentada Lilian Gomez, 67 anos, que mora em frente ao parque infantil do Lago Igapó 4 (zona oeste) denunciou o descaso com o local, que está tomado pelo mato, com a maioria dos brinquedos quebrados e com lixeiras cheias de lixo.
Ela reclamou que desde o final do ano passado, quando a Prefeitura dispensou o zelador do parque, o seo Orlando, o local está abandonado. Aqui é como uma casa. Se não tem empregada, tem que ter uma diarista que faça a limpeza regularmente, comparou, completando que seus netos, quando crianças, plantaram mais de 100 mudas nas margens do lago.
No Calçadão da Avenida Paraná, um dos principais cartões-postais da cidade, o problema é o lixo que os transeuntes jogam na via pública e as fezes das pombas, sobretudo na região da Praça Floriano Peixoto, ao lado da Catedral Metropolitana. De manhã, a gente sai para caminhar, tem que aturar as titicas de passarinho acumuladas há mais de três meses e ainda estamos sujeitos a respirar alguma substância perigosa, reclama o corretor de imóveis Paulo Gonzaga.





