Londrinense quer a guarda municipal
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quinta-feira, 29 de março de 2007
Mariana Guerin<br> Reportagem Local 
Os londrinenses acreditam que a criação de uma guarda municipal pode diminuir a violência que se instalou na cidade. É o que apontou uma pesquisa realizada pela Ímpar Inteligência de Marketing e Inbrape Pesquisas sob encomenda do Conselho de Segurança de Londrina (Conseg), divulgada com exclusividade pela FOLHA.
Conforme dados do estudo - que foi feito nos pontos de maior fluxo de pessoas no Centro da cidade, como o Terminal Urbano e o Calçadão e reuniu 400 entrevistados -, 73,9% dos indivíduos questionados acreditam que a responsabilidade da guarda municipal deve ser da Prefeitura. No entanto, 83,3% dos entrevistados não concordam em pagar mais impostos para custear a guarda, enquanto 48,8% defendem o deslocamento do orçamento de outras áreas para cobrir os custos de manutenção.
Os resultados da pesquisa servirão de base para um simpósio que acontece hoje, no auditório da Associação Comercial de Londrina (Acil), a partir das 8h30. O tema ''Segurança em Londrina: a guarda municipal é parte da solução?'' será debatido por autoridades do setor policial, representantes das guardas municipais de Curitiba, São José dos Pinhais e São Bernardo do Campo (SP) e o prefeito Nedson Micheleti.
De acordo com o vice-presidente do Conseg, Claudio Espiga, no evento serão apresentados exemplos positivos de implantação de guardas municipais e os resultados da discussão do simpósio irão culminar na Carta da Segurança de Londrina, que será distribuída para o povo na próxima semana.
Espiga explicou que as próprias comunidades estão envolvidas na formação da guarda e o controle municipal é intenso. ''Como os agentes conhecem bem a realidade da cidade, a atuação também é intensificada. Eles respondem para uma corregedoria, que além de controlar o trabalho dos guardas, funciona como uma ouvidoria para as reclamações da população'', completou.
Para ele, a função da guarda municipal é basicamente inibir o crime. ''O custo apontado pela Prefeitura, referente a 4% do orçamento, não condiz com o que ocorre em outros municípios, onde a guarda custa de 1,5 a 2% do orçamento municipal'', ressaltou o vice-presidente do Conseg.
Segundo ele, em São Bernardo do Campo, por exemplo, a guarda municipal conta com 800 elementos e consome 1,85% do orçamento. ''Lé, eles trabalham em total sintonia com a Polícia Militar e têm autoridade para tratar os assuntos da mesma foram que os policiais lidam com os crimes.''
Em Foz do Iguaçu, o custo com os guardas é de cerca de 1,5% do orçamento da Prefeitura, informou. ''O ideal é um guarda para cada mil habitantes. Caso a guarda municipal seja implantada em Londrina, seriam necessários de 500 a 600 elementos para atuar nas zonas urbana e rural'', calculou Espiga.
Ele relembrou que o município já contou com uma guarda municipal na gestão Cheida, na década de 90, ''mas eles eram apenas pessoas de vigilância que eram chamados de guardas municipais'', recordou. Espiga reforçou ainda que para criar a guarda em Londrina é necessário ''um recrutamento específico de indivíduos de bom nível cultural e psicológico''. ''A pesquisa mostrou que o povo realmente quer a melhoria dos índices de criminalidade e que cabe ao Município tomar uma providência para garantir segurança à população'', concluiu.


