Não são apenas os grandes problemas que pontuam a questão do meio ambiente, cuja consciência, vale lembrar, é formada por pequenas ações e atitudes do cotidiano das pessoas. O cidadão consciente que não quer sujar a rua, seja com aquele papel de bala ou embalagem de sorvete, tem que caminhar muito nas ruas de Londrina até achar uma lixeira.
Nas 10 principais quadras da rua Sergipe, uma das mais movimentadas da cidade, existem 14 lixeiras, duas delas sem o suporte e caídas no chão. Considerando que existem calçadas dos dois lados da rua, conclui-se que não há uma lixeira por quadra.
Mas existem situações piores. No trecho mais movimentado da avenida Higienópolis, área de concentração de bancos e comércio, não há nenhuma lixeira instalada. Nas áreas de lazer deficiência idêntica, caso do Zerão e Parque Arthur Thomas, com poucas a mal conservadas lixeiras.
A CMTU calcula que existe um déficit de pelo menos 2 mil lixeiras, isso em cálculo emergencial. O problema, segundo o presidente da companhia, Wilson Sella, começará a ser resolvido neste semestre. ''Vamos licitar duas mil e instalaremos gradualmente conforme a capacidade financeira da CMTU'', diz.
O investimento varia em torno de R$ 500 mil a R$ 600 mil, um valor não muito alto mas que, segundo Sella, não tem disponibilidade imediata. ''Temos uma pequena receita para muitas despesas'', afirma. Segundo ele, a CMTU também precisa investir nas coberturas de pontos de ônibus - outra prioridade - cujo orçamento total é de R$ 780 mil.

mockup