Tirar o passaporte, organizar os documentos e começar as arrumar as malas. Apesar de cedo, o clima na casa da mais nova embaixadora e única londrinense no programa, Débora Trannin, 16 anos, já é de expectativa para a viagem aos Estados Unidos, em janeiro. Débora foi selecionada, juntamente com outros 45 alunos brasileiros, entre eles, o paranaense de Guarapuava, Fernando Henrique Nichele, a participar do Programa Jovens Embaixadores 2012.
''Uma professora da escola de inglês me incentivou a realizar a inscrição, mas eu não imaginava que tinhas possibilidades reais de ser escolhida. Foi uma grande surpresa quando me avisaram que eu iria'', afirma a jovem embaixadora Débora, aluna do 2 série do Colégio Estadual Nilton Guimarães,
A mãe da jovem, a dona de casa Aureli Barros, conta que o interesse pelos estudos e por novos conhecimentos começaram desde cedo. Segundo ela, as 24 horas do dia são poucas para colocar em prática todos os sonhos, planos e projetos que fervilham o tempo todo na cabeça da filha. ''Ela não para um minuto, mesmo quando está sem nada para fazer, arranja algo'', ressalta a mãe.
Débora divide seu tempo entre as aulas no colégio, o projeto Jovem Empreendedor da qual faz parte, o curso de Informática, as aulas de inglês, as sessões de fonoaudiologia, a academia e as atividades de voluntariado na igreja com o grupo de coroinhas. ''Quando estou de férias, fico entediada. Gosto de estar constantemente aprendendo ou produzindo algo que me motive'', destaca.
O pai da jovem, o enfermeiro Júlio Cesar Trannin, não esconde o orgulho que sente da filha. ''Estou muito feliz por ver que ela já está colhendo os primeiros frutos do que a ensinamos'', afirma. ''Apesar de não termos condições financeiras para bancar uma viagem como essa e outros coisas que ela poderia desejar, sempre a incetivamos e demos condições para que se dedicasse totalmente aos estudos. A educação, o espírito de liderança e de autonomia são a herança mais preciosa que poderíamos deixar para ela.''
A jovem, durante a seleção, preencheu os requisitos necessários para a seleção, que são pertencer a uma camada socioeconômica menos favorecida, estudar em escola pública, ter um bom desempenho, ter fluêncial verbal em inglês e ter realizado trabalho voluntário por um ano. Débora acredita que o fundamental para sua seleção foi o interesse que demonstrou por conhecer mais o país, a cultura e e do modo de viver americano.
''Eu sempre gostei muito de inglês, tanto é que logo comecei a lecionar. Mencionei na inscrição, além do meu interesse em conhecer mais o pais, a vontade de levar um pouco da cultura brasileira e da educação que temos.''
Questionada sobre a profissão que pretende seguir, a jovem mostra que pretende, literalmente, alçar grandes voos. ''Meu sonho é ser piloto comercial. Sei que é um curso caro, mas se depender do meu esforço e do apoio dos meus pais, tenho certeza que conseguirei'', acrescenta.

mockup