A humanidade montando um quebra-cabeça com a pomba da paz. Com essa idéia, a estudante londrinense Fabiana Caminoto Barbosa, de 11 anos, participa de um concurso internacional promovido pelo Lions Club, entidade presente em 194 países. ''Vamos construir um futuro brilhante'' envolveu estudantes entre 11 e 13 anos de escolas públicas e particulares que desenharam cartazes sobre a paz.
A primeira etapa foi municipal. Os oito primeiros colocados de Londrina ganharam um micro-system e os professores deles, um relógio. Fabiana também venceu as etapas estadual e regional e foi classificada para representar o Sul do país. Junto com outros três estudantes do Brasil - que representam as regiões Sudeste, Centro-Oeste e Norte/Nordeste - ela participa agora da última etapa que acontece em Nova Iorque na sede das Organizações das Nações Unidas (ONU) entre fevereiro e março. Nesta fase, competem desenhos de alunos classificados nos 194 países em que Lions está presente.
Estudante do Colégio Canadá, Fabiana deixou para trás concorrentes de 32 escolas da cidade que somaram 175 cartazes. Ela conta que desenha desde pequena. ''O meu avô desenha e eu peguei essa mania dele. Quando eu era pequena, eu pegava gibi e desenhava por cima'', recorda. Ela até começou um curso de desenho mas confessa que ''achou muito chato''. Apesar da pouca idade, Fabiana se mostra crítica quanto à situação do mundo. ''Vi que o tema era sobre a paz e achei bom porque o mundo está precisando, tem muita guerra'', analisa.
Sobre o desenho, ela fala que simplesmente foi pensando e desenhando aos poucos. Ela esboçou o quebra-cabeça e depois ''tirou'' algumas peças para colocar nas mãos dos homens. Algumas pessoas desenhadas trazem bandeiras de vários países. Fabiana explica que pesquisou em um atlas para saber como era o desenho de cada uma. Dessa maneira, o cartaz representa a união de todos para a construção da paz.
A estudante comemora a classificação e diz que não imaginava que poderia chegar tão longe. Se conquistar o primeiro lugar, ela vai ganhar US$ 2,5 mil. Fabiana diz que caso seja contemplada com o prêmio, pretende ajudar os pais. Mas como ninguém é de ferro, ela revela: ''Eu queria um celular para mim''.

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