Londrinense diz ter evitado sete assaltos
Josoé de CarvalhoFábio Bueno Vilholo, colecionador de peças raras usadas em guerrasApaixonado por armas desde criança, herança que diz ter recebido do pai e do avô, Fábio Bueno Vilholo é um colecionador de peças raras utilizadas em guerras passadas. Explica que como colecionador tem todos os equipamentos registrados no Exército. Também atirador, ele diz que, armado, já evitou ser assaltado sete vezes na área central de Londrina.
A pior das tentativas aconteceu em 1990, quando voltava da Universidade Estadual de Londrina (UEL) com um amigo. ‘‘Fomos rendidos por dois indivíduos armados, às 22h40m, na esquina das avenidas JK com Rio de Janeiro. Levei um susto e o assaltante que estava do meu lado começou a disparar. Um dos tiros me acertou na axila. Então revidei e o atingi. A bala parou na coluna e ele acabou ficando paralítico’’.
Fábio conta em detalhes como se livrou de outras seis tentativas de assalto em Londrina. A última delas no final de fevereiro, na inesquecível noite do blecaute. Para ele, ‘‘a cultura da passividade que vem sendo apregoada por políticos e diversas entidades tem aumentando a violência, na medida em que os assaltantes não encontram nenhuma resistência para praticar todo tipo de crime. Isso tem sido um estímulo para que os criminosos continuem agindo’’.
Mas Fábio também defende que todo cidadão que tem registro e porte deve fazer um curso para utilizar a arma corretamente. ‘‘O curso não é só para aprender a atirar, mas para aprender as regras de segurança e saber quando, como e em que circunstâncias se deve utilizá-la’’. (E.A.)

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