As altas contas telefônicas no final de cada mês - em consequência do descuido com as crianças, gentilezas com os vizinhos e namoros - podem estar perto do fim. Quem promete é o empresário londrinense Joselito Tanios Hajjar, que desenvolveu nos últimos dois anos a idéia de adaptar os aparelhos de telefones convencionais, destes usados em residências e empresas, para funcionamento através do sistema de cartões magnéticos atualmente utilizados apenas em telefones públicos.
Hajjar mostra no protótipo desenvolvido por ele que o cartão é introduzido pela parte frontal do telefone. Segundo o inventor, seriam necessárias pequenas adaptações internas no aparelho para que ele passasse a funcionar tanto pelo sistema convencional quanto pelo sistema de cartão. Hajjar não sabe, no entanto, precisar ainda o custo das adaptações necessárias.
‘‘Esta parte será feita pelas indústrias que fabricam os aparelhos e dominam a tecnologia do uso do cartão. A tecnologia já existe, ela está somente sendo adaptada por mim. Eu tive a idéia, inventei o procedimento. As indústrias vão introduzir nos aparelhos convencionais a tecnologia do cartão, que já está presente nos orelhões’’, comenta Joselito Hajjar, adiantando que algumas empresas estão interessadas em negociar o novo aparelho.
O invento do empresário londrinense está em fase final de aprovação para receber a patente no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi). Já aprovada em diferentes fases do processo iniciado em maio do ano passado, a invenção será submetida agora ao último exame técnico do Inpi, antes do deferimento da patente. ‘‘Assim que tivermos a patente, poderemos negociar mais tranquilamente com as empresas interessadas em desenvolver a idéia e colocar o produto no mercado’’, afirma Hajjar.
Ele conta que teve a idéia quando ficou hospedado por uns meses em uma casa de parentes. ‘‘A família era bastante numerosa. No final do mês, a conta telefônica vinha sempre altíssima. As ligações cobradas eram as mais absurdas, como estas internacionais do disque-qualquer coisa. E muita gente usava o mesmo aparelho: crianças, empregadas, vizinhos etc. Isto gera, inclusive, um problema de individualidade, porque as pessoas usam o serviço e depois não assumem o pagamento.’’
Hajjar ressalta que o recebimento de ligações continuará sendo completado pelo sistema convencional, no novo aparelho adaptado. ‘‘A idéia é ter um maior controle sobre os gastos na execução das ligações e não no seu recebimento. Com o cartão, a pessoa passa a falar somente o necessário, porque vai sabendo simultaneamente no visor a quantidade de impulsos de que ainda dispõe para completar a conversa’’, afirma o inventor.
Na opinião dele, o novo aparelho evitaria ainda os constrangimentos por que passam os donos de estabelecimentos comerciais que, ou não emprestam seus telefones para fregueses e vizinhos, ou ficam no prejuízo com a conta mensal.Paulo WolfgangEureka!Hajjar: ‘‘A idéia é controlar gastos na execução das ligações’’Osmani Costa

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