Londrina está vivendo sua semana mais violenta desde o início do ano. Do último domingo até a tarde de ontem, a Polícia Civil havia registrado sete assassinatos na cidade, o que representa metade de todos os homicídios computados em Londrina desde o início do mês (14 ao todo), e de uma média superior a uma morte violenta por dia, índice que não tinha sido atingido em nenhuma outra semana de 2004.
A última vítima foi Uoelinton dos Santos, 20 anos, morto com duas facadas no tórax e uma na coxa, no Parque das Indústrias (Zona Sul), em sua residência, por volta da 0h30 de ontem. O autor dos golpes seria um vizinho, identificado como Claudemir Alves Antal, 26 anos. Segundo informações de duas testemunhas, que relataram o caso à polícia, os dois eram amigos e moravam em casas localizadas em um mesmo terreno.
De acordo com o delegado de plantão da 10 Subdivisão Policial (SDP), Airton Simplício dos Santos, Antal estaria bêbado quando desferiu os golpes contra a vítima. ''Ele tinha ciúmes da amizade da esposa, Fátima, com Santos. Acreditamos que isso tenha motivado o homicídio'', disse. Segundo o delegado, não foram encontrados os documentos e a carteira da vítima. Até o final da tarde, Antal não havia sido localizado pela polícia.
Proporcionalmente, 2004 ainda está sendo um ano menos violento do que 2003, quando Londrina bateu seu recorde de homicídios foram 193 mortes violentas. De 1º de janeiro a 21 de abril do ano passado, a polícia computou 78 homicídios, contra 56 neste ano. Nos 21 primeiros dias de abril de 2003, foram 16 assassinatos.
A estatística quase foi engordada com uma tentativa de homicídio na noite de anteontem, no Jardim União da Vitória (Zona Sul). Segundo informações da Polícia Militar, Gélson Róbson da Silva, 31, foi encontrado baleado por volta das 23h30 de anteontem numa residência na Rua dos Zeladores. A vítima levou um tiro no peito. Silva foi encaminhado ao Hospital Universitário (HU), submetido a cirurgia e seu estado de saúde era considerado bom.
Até o fechamento desta edição, a polícia também ainda não havia encontrado o diarista Eduardo Carlos dos Santos, 30 anos, apontado por testemunhas como autor do assassinato de José Rita das Dores Pereira, 45 anos, na noite de anteontem, no Parque de Exposições Ney Braga. Pereira foi morto com quatro tiros nas costas durante desmontagem do parque de diversões. Segundo a polícia, Santos teria sido flagrado assediando a mulher da vítima, o que gerou uma discussão entre os dois.

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