Londrina vai sediar fórum de segurança
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quarta-feira, 20 de julho de 2005
Alan Maschio<br> Reportagem Local 
Foi lançado ontem na sede do 5º Batalhão de Polícia Militar (5º BPM) o 1º Fórum Popular de Segurança Pública da Região Metropolitana de Londrina. O evento, organizado pelos conselhos de segurança das zonas Norte, Oeste e Leste de Londrina, acontece no dia 13 de agosto e deve oficializar junto ao governo do Estado reivindicações das cidades da região. A idéia é trazer, também, projetos já em funcionamento em outras cidades, como Diadema, na grande São Paulo, e Maringá. Para isto, o Fórum vai contar com uma palestra da antropóloga Paula Miraglia, integrande da ONG ''Sou da Paz'' e coordenadora dos programas de segurança implementados na cidade paulista.
Entre as mais importantes reivindicações listadas pelos representantes dos conselhos estão medidas já discutidas por representações jurídicas e políticas da cidade em outras ocasiões, como a reativação da Colônia Penal Agrícola de Tamarana e o fechamento de bares após as 23 horas. As entidades também querem a implantação de um novo batalhão na cidade, o pagamento de horas extras para os policiais militares, o que, segundo o presidente do Conselho de Segurança da Zona Norte, Carlos Costa, eliminaria a prática de ''bicos'' por PMs, intensificando os trabalhos nas ruas.
''As medidas não vão se resumir a ações repressoras: também queremos o combate das causas da violência'', afirmou o vice-presidente do Conselho de Segurança da Zona Oeste, Eloir Rodrigues. ''Esta meta destaca a importância da participação da ONG Sou da Paz. Eles não nos ajudar a implantar políticas de integração com a comunidade, como a própria criação de conselhos. A minha opinião é de que estas atitudes são muito mais eficazes no combate ao crime'', destacou o presidente do conselho, Rubens Ferreira.
A coletiva de imprensa aconteceu na sala do comando da PM, mas as propostas diretamente relacionadas à atuação da polícia só chegaram ao conhecimento do comandante do 5º Batalhão, major Marcos de Castro Palma, por meio dos repórteres presentes à reunião. ''Os soldados realmente não recebem horas extras, mas já há uma proposta para pagamento sendo estudada pela secretaria de Segurança. A instalação de mais um batalhão depende de vários critérios técnicos e, se for realmente reivindicada, será muito bem avaliada pelo governo'', limitou-se a dizer.


