Londrina vai regulamentar o mototáxi
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sábado, 27 de janeiro de 2001
Edna Mendes De Londrina 
O prefeito Nedson Micheleti (PT) assina na segunda-feira o decreto que regulamenta o serviço de mototáxi em Londrina. Cerca de 1,2 mil mototaxistas de 75 empresas vão passar a oferecer o serviço regularizado. A novidade é que as corridas não terão mais o preço fixo. Elas serão cobradas por quilômetro rodado.
A partir de 1º de fevereiro a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) convocará os mototaxistas através de edital para que façam requerimentos com o objetivo de passar pela fiscalização que dever ser realizada pelo órgão. Somente com a vistoria da CMTU as empresas vão atuar.
Segundo o presidente da CMTU, Wilson Sella, na terça-feira será divulgado o valor da bandeirada e do quilômetro rodado com base na planilha de custos que está sendo estudada pela companhia. Acreditamos que mesmo com o preço cobrado por quilômetro rodado não haverá aumento no valor das corridas. A nossa intenção não é mudar um sistema que já funciona e é uma realidade, disse.
A Folha apurou que o valor provável a ser estipulado para a bandeirada deve ser de R$ 1,00. O quilômetro rodado deve custar R$ 0,20. Alguns proprietários de empresas de mototáxi acham que esse valor é baixo e que se ele realmente for fixado não haverá condições de operacionalizar o serviço.
Se for assim, uma corrida que hoje cobramos R$ 3,00 vai sair por R$ 2,60. Por esse valor não temos como trabalhar. O quilômetro rodado tem que ser, no mínimo, R$ 0,25 , disse o proprietário do Mototáxi Asa, Silmar Marques da Silva. O proprietário da Empresa Mototáxi Solução, a maior da cidade com 58 veículos, João Edson de Freitas, também não gostou da estimativa de preços para a corrida. Fica difícil trabalhar com esse valor. A tarifa tem que ser justa. Ela está defasada há muito tempo, disse.
Entre as exigências da CMTU para que os mototaxistas atuem no serviço estão o treinamento para condutores de motocicletas que é realizado pelo 5º Batalhão de Polícia Militar (5º BPM), placas vermelhas, carteira de habilitação permanente e uso de equipamentos padronizados. Todos os mototaxistas serão obrigados a usar capacete laranja e jaleco amarelo.
De acordo com Sella, todas as exigências são necessárias para garantir a segurança dos passageiros. Os mototaxistas que estiverem atuando sem regulamentação do veículo para o serviço terão os veículos apreendidos e perderão o direito ao serviço. As empresas têm 90 dias para se adequar.


