A Secretaria de Ação Social de Londrina vai intensificar o trabalho de abordagem de crianças e adolescentes em situação de risco nas ruas da cidade. Ontem, a secretaria Maria Luiza Rizotti informou que a escala das equipes do Projeto de Abordagem vai ser reforçada em alguns dias do mês, visando oferecer atendimento mais efetivo. A intenção é realizar a ação uma vez por semana ou, no máximo, quinzenalmente. O trabalho será apoiado pelo Conselho Tutelar.
As três equipes de educadores sociais do projeto vão trabalhar juntas, atendendo denúncias e percorrendo os pontos onde os menores costumam pedir esmolas. O serviço vai ser intensificado apenas nos horários de pico, entre 11 e 15 horas e 19 e 23 horas. Durante o dia, a atenção será voltada para os semáforos. À noite, observarão regiões próximas a bares.
Há uma semana, educadores e conselheiros tutelares realizaram uma blitz na cidade que resultou na abordagem de 70 menores. Segundo Júlio Botelho, presidente do Conselho, seis das crianças apreendidas não são de famílias miseráveis. Por isso, os pais serão notificados e indiciados por incentivo à permanência nas ruas e à mendicância.
A secretária Maria Luiza também anunciou a intenção de contratar uma pessoa especializada para trabalhar exclusivamente com os adolescentes que moram em mocós. As equipes de abordagem continuarão fazendo o trabalho preventivo, atendendo os casos que ainda não são considerados crônicos.
Ontem, a Folha acompanhou o trabalho de uma equipe de abordagem no centro de Londrina. Durante uma hora, eles encontraram sete crianças entre 6 e 14 anos em situação de risco. Por serem casos conhecidos e já cadastrados em programas de atendimento, os menores apenas foram orientados a voltar para casa.

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