A administração de Londrina também está usando as imagens de satélite do programa Google Earth, mas primordialmente para fins ambientais. As fotos em alta resolução disponibilizadas gratuitamente na Internet abrangem apenas cerca de 20% da área urbana e 50% da área rural do município. Mesmo assim, o assessor de Recursos Hídricos da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Sema), João Batista, conseguiu identificar recentemente um crime ambiental de drenagem de uma várzea através de galerias pluviais no Distrito de Maravilha.
''Também localizamos três cachoeiras na Zona Rural, além de vários corpos d'água com menos de um quilômetro de extensão que não constam do mapa do município.'' Examinando as imagens, Batista descobriu ainda que diversas estradas rurais foram incorporadas por propriedades privadas.
Para o assessor, a grande vantagem do Google Earth é a abrangência do programa, permitindo que qualquer pessoa possa visualizar as imagens. ''As fotos de satélite são caras e necessitam de softwares especializados e profissionais aptos. Já essa ferramenta permite o acesso a um círculo maior de pessoas'', compara. Mesmo assim, ele informou que o município deve abrir um processo de licitação para comprar imagens de satélites e realizar um levantamento de todo o patrimônio natural para o Plano Diretor.

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