Os uniformes da empresa G8 distribuídos para mais de 30 mil alunos da rede municipal podem ter origem chinesa. Essa foi a principal confirmação do testemunho "bombástico" do morador da cidade de São Bernardo do Campo (SP), Rogério e Silva, que viajou até Londrina para oitiva da CEI da Educação nesta segunda-feira (25). A comissão investiga a aquisição de uniformes pela Prefeitura de Londrina por meio de uma "carona" em uma licitação no município do interior de São Paulo.

Segundo o presidente da CEI, vereador Rony Alves (PTB), o depoimento confirmou a suspeita de que o material distribuído pela empresa pode ter sido confeccionado na China. Alves lembrou que o contrato da G8 com o município de Londrina apresenta como a empresa está desmembrada em várias cidades brasileiras. "O escritório é em São Bernardo do Campo, a fábrica em Santa Catarina e a venda em Brasília. Um imbróglio muito grandes nos documentos", revela.

Apesar da "presença" em diversas localidades, o vereador questiona se de fato a empresa possui um local de confecção dos uniformes. "A empresa não tem nenhuma fábrica ou indústria efetivamente em nenhuma cidade do Brasil. Com todo esse material, questionamos se os uniformes são da China, já que uma empresa com quem a G8 trabalha têm fábricas no país, por exemplo, em Xangai", informou durante a entrevista coletiva.

Além disso, Alves comentou que durante uma falha da empresa, que não trocou as etiquetas, uniformes foram distribuídos em São Bernardo do Campo com a inscrição "Made in China".

Agora, a CEI da Educação irá apurar a tentativa de instalação da G8 no Paraná. A empresa foi impedida de operar no município de São José dos Campos.

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