Londrina testa novo método de combate ao mosquito da dengue
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 07 de novembro de 2003
Adriana Savicki<br> Reportagem Local 
Londrina é uma das quatro cidades do Paraná, junto com a capital, Foz do Iguaçu e Maringá, a testar um novo projeto de combate à dengue. O novo método, batizado de IIM Rápido (Índice de Infestação do Mosquito), diminui em mais da metade o tempo de levantamento do percentual de residências onde há focos do mosquito transmissor da dengue.
O novo método já foi aplicado duas vezes na cidade, em abril e outubro, quando o índice ficou em 0,77% e 0,39% respectivamente. A diferença entre os sistemas, explica a diretora de Epidemiologia da Secretaria Municipal de Saúde, Josemari Arruda, é no percentual de casas a serem visitadas e na forma da escolha dos pontos. Pelo método tradicional, que demora de um a dois meses, são visitadas 10% das residências, a escolha é fixa e recai em intervalos de 10 casas. O IIM Rápido visita 5% das casas que são sorteadas por um programa de computador. O software também auxilia na tabulação do dados e elaboração do percentual.
A maior vantagem do sistema testado, revela a gerente de epidemiologia da secretaria, Sônia Fernandes, é a rapidez. ''Agiliza bastante o trabalho, temos o resultado em cinco dias'', comenta. Isso é importante porque com as informações, os órgãos podem concentrar ações nos pontos mais críticos rapidamente.
Contudo, segundo Sônia, há desvantagens no sistema. O processo não aponta, por exemplo, a infestação bairro por bairro. ''A cidade foi dividada em 16 extratos e cada um equivale de 9 a 12 mil domícilios ou 4 a 5 bairros e desenvolver ações em toda essa abrangência não é tão fácil'', diz. Ao contrário do tradicional, o novo sistema só permite uma única visita a cada residência; assim, se o morador não estiver, o dado não é preenchido.
Segundo a secretaria, o novo sistema está em fase de teste e não vai substituir o tradicional. Ainda não há previsão para nova aplicação do IIM Rápido em Londrina. Os últimos testes realizados foram solicitados pela Secretaria de Estado da Saúde. Caso seja aprovado, o novo sistema pode ser implantado em todo o Estado. Em Londrina, um novo índice, pelo sistema tradicional, começa a ser apurado ainda este mês.


