Mãe de Aron, 13 anos, e Isabela, 11, a comerciante Rosa Arzoli só foi entender a importância do aleitamento materno quando teve a pequena Luisa, há dois anos. Bonita e saudável, a menina foi alimentada exclusivamente com leite materno até os seis meses de idade, para depois aprender a comer frutas, verduras e legumes.
''Com a experiência obtida no cuidado dos meus dois primeiros filhos, e minha maturidade, pude perceber que a amamentação ainda está ligada a 'achismos' de familiares e opiniões equivocadas. Para mim, é uma questão de falta de informação'', define Rosa, que amamentou Luisa por um ano e dez meses.
A pesquisa nacional revelou também que houve melhora significativa da situação do aleitamento materno no País nos últimos nove anos, com aumento mais expressivo da amamentação exclusiva. Iguais resultados foram obtidos em Londrina, que já havia realizado pesquisa semelhante em 2003.
Idealizada em Londrina pela Secretaria de Saúde, com coordenação do Comitê de Aleitamento Materno (Calma), a coleta dos dados aconteceu durante a segunda etapa da campanha de vacinação contra a poliomielite, em agosto de 2008, e contou com uma amostragem de 770 bebês com menos de um ano de idade.
Com os resultados em mãos, o comitê pretende discutir o assunto entre os gestores, para depois realizar uma oficina de formação de tutores da rede Amamenta Brasil na cidade. Conforme a coordenadora do Calma, Lilian Poli de Castro, esta oficina tem por objetivo apoiar as ações voltadas ao aleitamento materno que já acontecem nas unidades básicas de saúde do município. Para participar, o candidato deve ter curso superior, trabalhar com aleitamento ou na atenção básica à saúde.(M.G.)

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