Londrina terá duas vagas a mais de UTI
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terça-feira, 19 de agosto de 2003
Adriana Savicki<br> Reportagem Local 
O ministro da Saúde, Humberto Costa, formalizou ontem, em Curitiba, o credenciamento de 12 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) na Santa Casa de Londrina. Os novos leitos fazem parte das 20 vagas de UTI prometidas ao município no mês passado após a crise no atendimento registrada em todo Estado. Os demais devem ser credenciados ao Sistema Único de Saúde (SUS) em breve e, segundo o secretário de Saúde de Londrina, Sílvio Fernandes, dois novos leitos serão adicionados além da previsão inicial.
As vagas serão abertas no Hospital Evangélico (HE), que conseguiu obter reclassificação dos 19 leitos já ofertados ao SUS. O hospital recebia por nível I (diária de R$ 173) e passa a receber por nível III (diária de R$ 236). Segundo Fernandes, o Ministério da Saúde reclassificou os leitos e a diferença será paga pelo Estado.
''O hospital havia condicionado a abertura das novas vagas a essa reclassificação'', disse Fernandes. No projeto inicial, o HE iria credenciar três leitos adultos. Agora a secretaria vai solicitar mais dois leitos pediátricos. Segundo ele, o credenciamento das vagas do HE e HU (cinco leitos adultos) foram garantidos pelo Ministro.
O diretor-geral do HE, Antônio Carlos Gonçalves Ribeiro, comentou que a reclassificação foi uma vitória. ''Vamos receber por um serviço que já prestamos há anos sem nenhum incentivo do governo'', afirmou. Por suas contas, a instituição deixou de receber R$ 2 milhões nos últimos anos.
Outras medidas para desafogar o problema da falta de leitos de UTI no Paraná também foram abordadas na reunião com o ministro. Segundo Fernandes, estão adiantadas as discussões sobre a criação de unidades de terapia intermediárias. Esse serviço é destinado a pacientes que não necessitam de toda a complexidade das UTI mas não podem ficar em enfermarias e que já existe no setor pediátrico. Falta o credenciamento para os adultos.
Também foi discutida a abertura de leitos em municípios vizinhos de Londrina. ''Com essas medidas de médio prazo, acho que resolveremos o problema'', afirmou Fernandes. Nesse ano, 96 pessoas morreram na macrorregião de Londrina esperando vagas na UTI. A crise da falta de vagas foi pior em julho. Em um único dia, três pessoas morreram em Londrina a espera de transferência.


