O Ministério Público do Meio Ambiente fechou um acordo com duas empresas para instalação de dois cemitérios privados na cidade. A construção dos cemitérios estava embargada desde 2001 porque as firmas não tinham feito relatórios de impacto ambiental. Depois de quase seis meses de negociação as empresas concordaram em providenciar os documentos. Segundo a promotora Solange Novaes Vicentin, um dos processos está mais adiantado e deverá ser concluído neste ano.
A promotora explica que a empresa proprietária do terreno na Zona Norte não precisou entregar o relatório de impacto ambiental porque o novo cemitério ficará ao lado do cemitério Jardim da Saudade. '' Não solicitamos o relatório de impacto porque o novo cemitério será construído ao lado de um que já existe'', esclarece. Nesse caso, o Ministério Público pediu um estudo hidrográfico da área. Como o relatório já foi entregue pela empresa, ele está sendo sendo analisado por técnicos do Ministério Público.
Solange salienta que o cemitério da zona Norte terá 70 mil vagas, aproximadamente. De acordo com ela, 5% das vagas criadas são destinadas por lei ao poder público. '' Acredito que parte do problema da falta de vagas será sanado com a criação dessas quase quatro mil vagas'', argumenta.
Para o terreno na Zona Oeste, a promotora solicitou relatório de impacto ambiental por ser uma área em que não há um cemitério próximo. Segundo Solange, a documentação deste terreno ainda não foi entregue. ''A pressa em entregar a documentação é do empresário'', afirma. Solange não soube informar quantas vagas estão previstas para o cemitério da Zona Oeste.
O superintendente da Administração de Cemitérios e Serviços Funerários (Acesf), Osvaldo Moreira Neto não foi encontrado na tarde de ontem para comentar o assunto na tarde de ontem.

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