Londrina terá aumento de efetivo, diz futuro chefe da PC
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sábado, 28 de dezembro de 2002
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
O futuro delegado-geral da Polícia Civil (PC) do Paraná, Adauto Abreu de Oliveira, garantiu ontem que Londrina terá aumento de efetivo já nas primeiras semanas do próximo governo de Roberto Requião (PMDB). Ainda como corregedor-geral da PC, ele antecipou que pelo menos mais uma dezena de novos delegados deverão ser nomeados para o município logo no início da próxima gestão.
''E queremos a polícia indo para a rua'', garantiu Oliveira. Ele argumentou, porém, que não adianta apenas criar novas estruturas sem oferecer as condições necessárias para seu pleno funcionamento. Ele considerou que Londrina ficou um pouco ''esquecida'', mesmo sendo a segunda maior cidade do Estado.
Ele planeja vir a Londrina na próxima segunda-feira, para discutir com autoridades da área de segurança, imprensa e comunidade, as questões consideradas prioritárias. ''Agora é hora da administração parar de impor e começar a ouvir'', comentou o futuro chefe da PC no Estado.
Oliveira afirmou ainda que o aparelho de segurança pública paranaense precisa passar por uma mudança de mentalidade, lançando mão de uma ''filosofia de seriedade'', se quiser efetivamente diminuir os índices de criminalidade.''Isso será para já e não vai ficar apenas no discurso, mas será sim uma prática'', avisou.
O corregedor avaliou que a Polícia precisa ''reconhecer o papel do povo, seja ele favelado ou magnata,'' para poder melhorar sua imagem e, consequentemente, sua produtividade. Em contrapartida, lembrou que o papel da Polícia Civil é dar soluções aos crimes praticados enquanto a Polícia Militar se encarrega da repressão e da prevenção.
Sobre a nova equipe do primeiro escalão da segurança pública que deverá ser formada com a posse do governador eleito Roberto Requião, Oliveira preferiu não se pronunciar. Ele limitou-se a dizer que todos os nomes indicados serão submetidos à apreciação do governador. ''Ele não deverá indicar ninguém, mas poderá vetar alguns dos nomes'', declarou.


