Aos 30 anos, o advogado Carlos Delchiaro começou a sentir os primeiros sintomas da Doença de Parkinson. Hoje, aos 47 anos já está aposentado e conhece muito bem o preconceito e todas as dificuldades físicas que são impostos aos seus portadores.
Com esta experiência, o advogado começou a buscar uma forma de propiciar aos parkinsonianos (como ele diz) e seus familiares condições para melhorar a qualidade de vida. Com um grupo que reúne outros 10 portadores da doença, ele está criando a Associação Londrina Parkinson, com o apoio da Associação Paranaense dos Portadores de Parkinson e da Prefeitura de Londrina.
No próximo dia 24, às 16 horas será realizada uma reunião com toda a comunidade na Associação Médica de Londrina (AML), na qual serão apresentados os objetivos da associação. Segundo Delchiaro, existem 10 mil portadores de Parkinson no Paraná. ‘‘A estimativa é de em Londrina há mil casos, mas a associação fará um levantamento, porque sabemos existem muitos portadores que nem sabem que têm a doença’’, afirma.
Delchiaro afirma que o Parkinson é uma doença de difícil diagnóstico. ‘‘Em mim levou de dois a três anos para ser diagnosticada’’, conta. As grandes dificuldades impostas pela doença, segundo ele, são o isolamento em função da discriminação e as limitações físicas. ‘‘O parkinsoniano tem dificuldades de falar e para andar. As pessoas têm muito preconceito porque acham o portador está alcoolizado’’, exemplifica. ‘‘Com isto ele vai se confinando em casa’’.
A limitações físicas, de acordo com o advogado se caracterizam pela dificuldade de fala e rigidez muscular. ‘‘Com a evolução da doença a pessoa não consegue nem andar’’, afirma.
A Associação tem o objetivo de facilitar o contato entre os parkinsonianos através da troca de experiências. Segundo Delchiaro, a intenção é ‘‘minimizar o isolamento dos afetados, oferecer os serviços necessários para que as consequências físicas e psíquicas sejam mínimas e melhorar a qualidade de vida dos pacientes e seus familiares’’.

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