Dorico da SilvaIniciativaAdrienne Hurley e Márcia Kobayashi: visitas a várias escolas do País para idealizar o projeto em LondrinaOferecer um ensino regular cujo conteúdo mescla os currículos norte-americano e o brasileiro. Esta é a proposta da primeira escola americana da região, a St. James American Schoool, que abre suas portas em novembro, em Londrina. A partir de fevereiro de 1998, a escola começa a oferecer ensino para crianças de dois a sete anos e visa atender principalmente filhos de estrangeiros que venham a trabalhar no Município.
A idéia de colocar em funcionamento uma escola americana começou há dois anos, quando o Instituto de Educação Megumi passou a oferecer, experimentalmente, o English for Babies - inglês para crianças a partir de dois anos. ‘‘Começamos a amadurecer a idéia de implantar uma escola americana em Londrina para dar continuidade ao English for Babies ’’, observa a diretora administrativa da escola americana, Márcia Yumi Kobayashi.
O incentivo para que o St. James começasse a funcionar veio da diretoria do Plano de Desenvolvimento Industrial (PDI), cujos objetivos básicos são a geração de empregos e o desenvolvimento do Município. Uma das ações do PDI, segundo Márcia Kobayashi, é a implantação de uma escola americana. ‘‘Eles perceberam que, além de isenção de impostos ou facilidades de instalação, os empresários querem que o município ofereça uma escola americana para que seus filhos dêem continuidade aos estudos’’, afirma.
No Brasil existem cerca de 10 escolas americanas, sendo que a única do Paraná funciona em Curitiba. Márcia Kobayashi e a diretora pedagógica da St. James, a professora inglesa Adrienne Elizabeth Hurley, visitaram várias escolas para idealizar o projeto. Há duas semanas, os responsáveis pela escola receberam um parecer favorável do Núcleo Regional de Ensino e, no início de novembro, a St. James deverá estar funcionando em um imóvel localizado na avenida Santos Dumont (zona leste). A escola foi aprovada também pelo governo norte-americano.
Basicamente, a St. James oferecerá ensino regular misturando currículos norte-americano e brasileiro. A maior parte das aulas será dada em inglês, com exceção de Português, História e Geografia do Brasil e Matemática. Entre as disciplinas a serem ministradas em inglês está Ciências Sociais. Atividades físicas e artísticas e informática também fazem parte do currículo.
Adrianne Hurley ressalta que, além de um conteúdo diferente, as crianças que estudam em uma escola americana têm a oportunidade de adquirir auto-disciplina e independência. Isso porque o método de ensino é diferente, a começar pelas turmas, que são reduzidas - máximo 20 alunos.
‘‘Temos o chamado centro de aprendizado, onde a criança, monitorada por professores, vai escolher o que quer ler, quais atividades e experiências quer fazer. Tudo isso faz com que ela fique mais independente no aprendizado. Ela aprende mais do que ficar o tempo tempo sentado em uma carteira’’, observa Adrianne Hurley, que é inglesa é dá aulas bilingues para crianças. Outra diferença em relação à escola tradicional: as tarefas são realizadas na própria escola.
A partir de fevereiro de 1998, a escola começa a oferecer 50 vagas para crianças de dois a sete anos - da pré-escola à primeira série. A intenção é de, a cada ano, incluir mais um ano no ensino até chegar ao 1º grau completo. Aos alunos mais novos será dada a opção de optar pelo turno matutino ou vespertino. Já as crianças que frequentarem a 1ª série estudarão em turno integral - por causa do currículo duplo, eles necessitam de uma carga horária maior.
Inicialmente, a escola pretende atrair filhos de funcionários de multinacionais que se instalarem em Londrina - como a Dixie Toga. Mas as diretoras observam que o St. James estará aberto também para os estudantes brasileiros. ‘‘Percebemos que as escolas americanas de São Paulo atendiam, no início, apenas filhos de embaixadores e cônsules, mas depois filhos de brasileiros também começaram a estudar lᒒ, observa Márcia Kobayashi.
Segundo ela, os brasileiros estão despertando para a importância de frequentar uma escola americana. ‘‘Devido ao processo de globalização, a dinâmica do mercado de trabalho exige que eles tenham uma preparação mais elaborada.’’

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