A 1ª Parada Cultural LGBT de Londrina, que está sendo divulgada pelo Movimento Construção, já tem data para acontecer. Segundo os organizadores, o evento está programado para os dias 2 e 3 de setembro, mas o local que vai abrigar as atividades ainda não foi definido. Por enquanto, as informações são repassadas na página oficial do Facebook. O tema a ser trabalhado neste ano é a "LGBTfobia".

Imagem ilustrativa da imagem Londrina terá a 1ª Parada LGBT
| Foto: Reprodução/Facebook



Para a estudante Luana Aparecida Cossentini, uma das organizadoras da Parada, o principal objetivo "é lutar por direitos e mais segurança para a comunidade LGBT em Londrina, que a cada dia se mostra como uma cidade homofóbica". Para ela, o preconceito predomina em várias camadas da sociedade. "Na Câmara, não somos representados. Também os crimes envolvendo homossexuais na cidade não são tão evidenciados da forma que mereciam", comentou.

Além disso, a Parada LGBT de Londrina vai promover debates, apresentações artísticas de drag queens e fomentar a discussão sobre uma lei aprovada em 2002 pela Câmara Municipal que pune estabelecimentos que discriminarem pessoas por conta de sua orientação sexual. No texto, o constrangimento é descrito como atendimento diferenciado, preterimento em exame para entrevista de emprego, exposição ao ridículo e cobrança extra para ingresso ou permanência, dentre outros exemplos.

As sanções variam entre multas de R$ 5 mil a R$ 10 mil e até cassação do alvará de funcionamento. Em 2011, a Parada LGBT foi cancelada às pressas depois de um impasse envolvendo a prefeitura, que estabeleceu algumas condições, como contratação de segurança privada, disponibilidade de ambulância e banheiros químicos, para a realização do evento. Na época, a Associação de Defesa, Apoio e Cidadania LGBT (ONG Adasci) não recebeu bem a determinação.

Em comunicado despachado à imprensa, o grupo informou que "sem o apoio da administração pública, perdemos a credibilidade da manifestação. No entanto, em 2017, a garantia é de que a Parada não será alterada. "Vamos fazer dentro das normas e leis", afirmou Luana Cossentini.

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