A primeira etapa da Campanha Nacional de Vacinação contra a paralisia infantil será realizada oficialmente hoje, mas em Londrina a vacinação já começou a ser feita no começo da semana. Uma unidade volante percorreu vários bairros – principalmente os de difícil acesso – vacinando crianças menores de cinco anos contra a poliomielite e sarampo. As vacinas também vinham sendo oferecidas em postos de saúde.
Segundo a coordenadora da campanha em Londrina, a enfermeira Miriane Ribeirette, a meta é que 38 mil crianças de 0 a 5 anos sejam vacinadas contra a poliomielite e 33 mil, de 9 meses a 5 anos, contra o sarampo. ‘‘A campanha de vacinação contra o sarampo vai até o dia 30, mas a de polio é só amanhã e queríamos garantir uma ampla cobertura’’, explicou.
Segundo a enfermeira, todas as crianças devem ser vacinadas independente de já terem tomado as vacinas ou não. De acordo com ela, também as crianças que já tiveram sarampo devem ser vacinadas, apesar da doença criar imunidade. ‘‘Como é fácil confundir sarampo com outras patologias como rubéola, dengue e várias doenças com manifestações cutâneas, é bom que se faça o reforço’’, justificou.
Miriane Ribeirette explicou que a vacina contra a paralisia infantil estará sendo oferecida em todos os postos de saúde e 80 locais, como supermercados, hospitais, igrejas, shoppings, terminais urbano e rodoviário e escolas, além de vários outros. Mais de mil pessoas, entre funcionários e voluntários de diversas entidades, estarão fazendo a aplicação da vacina contra a poliomielite. ‘‘Já a de sarampo só será oferecida nos postos de saúde porque a aplicação requer pessoal treinado’’, explicou.
Durante todo o dia, um ônibus estará percorrendo e fazendo a vacinação em bairros carentes da cidade.
Em todo o País, a expectativa do Ministério da Saúde é aplicar 34,5 milhões de doses de vacinas. A previsão é imunizar cerca de 19 milhões contra o sarampo, doença que o governo brasileiro quer erradicar até o final de 2000 e, para isso, vai gastar R$ 61 milhões. No caso da poliomielite, o governo quer vacinar 16,5 milhões de crianças.
O sanitarista Jarbas Barbosa da Silva Júnior, chefe do Centro Nacional de Epidemiologia (Cenepe), órgão vinculado à Fundação Nacional de Saúde, disse que o País assumiu compromisso com a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), em 1994, para eliminar o sarampo, que atingiu 3 milhões de casos nas décadas de 70 e 80. Este ano, até agora, o Ministério da Saúde só registrou 27 casos no Acre, São Paulo e Pernambuco, contra 805 do ano passado. A doença mata 1 milhão de crianças por ano no mundo.

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