Londrina tenta economizar energia
O município de Londrina gasta, mensalmente, cerca de R$ 500 mil com a conta de energia elétrica para manter semáforos, praças, a Catedral, o Pronto Atendimento Infantil (PAI) e o Lago Igapó iluminados e em funcionamento. Segundo a secretaria de Obras, que coordena estes gastos, o consumo mensal nas praças é de 3.604.371 Kilowatts/hora (KWh), os semáforos consomem mais 123.130 KWh, o PAI mais 5.638 KWh, a Catedral de Londrina outros 7 mil KWh e o Lago Igapó fecha a conta com um consumo de 17 mil KWh.
Conforme o secretário municipal de Obras, Luis Carlos Bracarense, o município estuda medidas para racionalizar o uso da energia nestes locais. O primeiro passo foi dado através do Programa estadual Procel, que deverá possibilitar a substituição da iluminação de todos estes locais.
Levantamentos preliminares dão conta de que toda a restruturação da iluminação nestes locais custaria entre R$ 3,5 milhões e R$ 4 milhões. As atuais lâmpadas de mercúrio deverão ser substituídas por lâmpadas de vapor de sódio, que melhoram a luminosidade entre 30% e 40% e podem baixar o consumo. A troca deverá significar uma economia de 6% a 10%, destacou o secretário.
Bracarense informou também que, se necessário, o município vai entrar no esquema de racionamento de energia elétrica proposto pelo governo federal. Mas, por enquanto, nenhum monumento ou local público encampou o apagão proposto pela campanha governamental. As lâmpadas que iluminam a estrutura de concreto da barragem do Lago Igapó, por exemplo, permanecem acesas todas as noites. Ele descartou, por outro lado, a realização de campanha municipal para incentivar a economia de energia elétrica.
O consumo médio mensal da sede do Executivo de cerca de 320 Kilowatts/hora praticamente não se alterou de dezembro até março. No último mês do ano passado, o gasto com energia elétrica totalizou R$ 8.658,00. Em janeiro, a conta foi um pouco mais alta, R$ 8.683,00 e, em fevereiro atingiu o pico de R$ 9.314.00. Já em março, a conta com energia elétrica baixou para R$ 7.792,00. Mas a média de 320 KWh se manteve.
Segundo o secretário municipal de Administração e Recursos Humanos, Rubens Menoli, a prefeitura disponibilizou um curso gratuito de manutenção dos aparelhos de ar condicionado aos eletricistas municipais em parceria com a empresa Indrel, fornecedora dos equipamentos. Outra medida a ser adotada será a colocação de mais interruptores nas salas. As divisórias deverão ser readequadas para melhorar a circulação de ar entre as salas e privilegiar a iluminação natural. As regras básicas determinadas (no início da administração) buscam uma economia de 30%, pontuou Menoli.





