Londrina tem salas de recurso multifuncional
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sexta-feira, 10 de novembro de 2017
Micaela Orikasa <br> Reportagem local 
No Brasil, os avanços em educação inclusiva ganharam potência a partir de 2006 e a força propulsora foi o texto da convenção da ONU (Organização das Nações Unidas) sobre os direitos das pessoas com deficiência. "Isso deu margens para novas leis que passaram a vigorar no Brasil e incentivou um aumento no número total de matrículas de pessoas com deficiência na rede regular de ensino. O crescimento foi de quase 70%", cita a pedagoga membro do Diversa, Raquel Antun.
Um dos destaques na legislação brasileira, de acordo com ela, é o direito do aluno com deficiência, transtorno do espectro autista ou altas habilidades, ao atendimento educacional especializado no contraperíodo escolar, por meio de recursos do governo federal.
Em Londrina, desde 2009 funcionam nas escolas as salas de recurso multifuncional, que proporcionam este atendimento especializado. Atualmente, são 50 salas em um total de 84 escolas de ensino fundamental. "Quando a unidade não conta com a sala de recurso, a criança é atendida na mais próxima", explica a gerente de apoio especializado da Secretaria Municipal de Educação, Cristiane Sola Rogério.
Ela acrescenta que há professores de apoio permanente nas salas de aula para acompanhar os alunos com deficiência neuropsicomotora grave ou com comportamento de difícil controle.
Dados do MEC (Ministério da Educação) mostram que entre 2003 e 2016 o Brasil aumentou em cinco vezes o número de matrículas de pessoas com deficiência em classes comuns da educação básica.
Segundo dados de 2015 do Censo da Educação Básica, 751 mil pessoas com deficiência física, intelectual ou sensorial tiveram assegurado o direito de frequentar escolas da rede regular no País.


