O quarto e último Liraa (Levantamento Rápido de Infestação do Aedes aegypti) de 2018 mostrou que Londrina está com índice de infestação predial de 5,4%, o que coloca a cidade em situação de risco de epidemia da dengue. Os dados foram apresentados no dia 25 pela secretaria municipal de Saúde. A OMS (Organização Mundial da Saúde) classifica como satisfatório índice abaixo de 1%.

Imagem ilustrativa da imagem Londrina tem risco de epidemia de dengue
| Foto: Anderson Coelho



Segundo o secretário de Saúde, Felippe Machado, o alto número é resultado das condições climáticas. Foram inspecionados 9.942 imóveis entre os dias 15 e 19 de outubro. Em 507 deles foram encontrados focos do mosquito transmissor de dengue, zika vírus e febre chikungunya. Ou seja, a cada cem imóveis vistoriados, pouco mais de cinco estavam com focos do Aedes aegypti. Mais de 70% dos focos do mosquito foram encontrados em depósitos móveis, como vasos, pratos, frascos com plantas, bebedouros de animais, e também de lixo, incluindo recipientes plásticos, garrafas e latas. A região sul apresentou índice de infestação de 7,31%, seguida do centro (6,66%), norte (5,70%), oeste (4,74%) e leste (3,81%).

A diretora de Vigilância em Saúde, Sônia Fernandes, alertou que a tendência da infestação é piorar, já que a previsão é um verão quente e chuvoso. "O que pudermos fazer com nossas equipes iremos fazer, mas precisamos muito da companhia da população. Enquanto, individualmente, as pessoas não se conscientizarem e não eliminarem estes potenciais criadouros de dentro de casa, nós não conseguiremos uma ação efetiva."


OMS - Agência especializada em saúde foi fundada em 1948 e é subordinada à ONU (Organização das Nações Unidas)

Dengue - Pode apresentar-se na forma clássica e na forma grave - que necessita de maiores cuidados em leitos de observação ou internação

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