Em Londrina, apenas sete entidades estão cadastradas no Conselho Municipal de Políticas Públicas Sobre Álcool e Outras Drogas (Comad). Trabalhando de forma conveniada ao Conselho, elas atendem uma média de 250 usuários por mês. O problema, segundo a presidente, Cláudia Fazenda, é que as entidades ''começam a funcionar da noite para o dia e só depois buscam regularizar a situação. Isso é uma coisa que não conseguimos controlar''.
Em conjunto com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) o Comad vistoriou o Centro de Recuperação de Toxicômanos e Alcoolistas Libertad em março deste ano. O Comad fiscaliza todos os tipos de entidade que se dispõe a atender pessoas necessitadas (idosos, adolescentes, dependentes químicos, etc).
De acordo com Cláudia, foi verificado que o Centro possuía estrutura diferenciada das demais e solicitado que os documentos necessários para o funcionamento legal da entidade fossem preenchidos. ''Até hoje não fomos procurados por eles para regularizar a situação''.
Questionada se o Conselho não deveria ter retornado ao local para acompanhar o atendimento, a assessora técnica administrativa em saúde mental da Secretaria de Saúde, Ângela Maria Lima, informou que o próprio Comad ainda não tem definido um prazo de entrega para documentação das entidades. ''Inicialmente o prazo de fornecimento é de seis meses, mas esta é apenas uma sugestão que poderá ser transformada em resolução''. As regras de funcionamento, segundo a assessora, são estabelecidas pela Anvisa.
Durante a vistoria o Comad fiscaliza o tipo de atenção que é dada ao interno e o tipo de tratamento oferecido, além de conhecer o projeto terapêutico aplicado e as instalações físicas.(M.O)

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