Londrina tem 7% de analfabetos
Os dados mais recentes sobre o analfabetismo em Londrina também são do Censo de 2000. As estatísticas mostram que a taxa local é de 7,07%: 23.391 analfabetos para 307.407 alfabetizados. Apesar dos números serem antigos, a média local hoje ainda é menor do que a nacional.
A avaliação é da gerente do programa de Educação de Jovens e Adultos (EJA) da Secretaria Municipal da Educação, Elaine Fátima Souza de Carvalho. Segundo ela, apesar do crescimento da cidade, as ações do poder público e da iniciativa privada impedem o aumento do número de pessoas que não sabem ler ou escrever. As parcerias com instituições de ensino superior também contribuem.
A principal ação da Secretaria Municipal é o EJA. Atualmente, 39 escolas municipais (33 na Zona Urbana e seis na Zona Rural) possuem turmas especiais de alfabetização para alunos maiores de 14 anos. A maior vantagem é que as matrículas estão abertas ininterruptamente. Portanto, não é preciso esperar o início do ano letivo para começar ou voltar a estudar.
Atualmente, são 1.400 alunos matriculados no EJA. Esse número só não é maior por falta de espaço físico. Por isso, destaca Elaine, as parcerias com empresas e organizações não-governamentais são tão importantes.
Um desafio é reduzir a taxa de evasão, que atinge 30%. Para efeito de comparação, o abandono no ensino regular de 1 a 4 série do Ensino Fundamental fechou em 0,63% no ano passado.
O objetivo da Secretaria é reduzir para 3% a quantidade de analfabetos até 2010. ''Essa meta será atingida dependendo da taxa de crescimento que será registrada na cidade até lá'', adverte Elaine. Mas o preconceito também tem que cair. Muitos alunos ainda chegam atrasados às aulas no horário de verão porque esperam escurecer para ir à escola.
Outra parceria importante é com o Programa Brasil Alfabetizado. Custeado com recursos do FNDE, conta hoje com 23 alfabetizadores e atende perto de 500 alunos.
Elaine cobra, no entanto, maior participação da sociedade civil. E aponta que todos podem ajudar, tanto o empresário que pode montar turmas de alfabetização na sua firma, quanto o cidadão comum que pode incentivar algum analfabeto a voltar a estudar.
Um esforço que pode ser considerado quase irrelevante, numa cidade que conta com empresas de porte e ainda orgulha-se de ser considerada pólo de educação superior. (F.R.F.)





