Londrina tem 60 mil animais abandonados
Em Londrina, o abandono de animais de pequeno porte também é problema. Marcelo Viana de Castro, gerente da Vigilância Sanitária, estima que cerca de 60 mil cães e gatos estejam soltos pelas ruas da cidade. O SOS Vida Animal, há dez anos em atividade, trabalha no recolhimento de animais e percebe problemas semelhantes aos detectados pelo casal de Ibiporã.
``Temos 30 voluntários que abrigam cerca de 800 cães e gatos. Mas os problemas são muitos. Em primeiro lugar, faltam recursos. Uma voluntária nossa mantém 65 cachorros num quintal. Outra, 132 gatos. Isso tem um custo imenso. Outra voluntária gasta R$ 800 só em ração para cachorro``, explica Luiz Evaldo Ferreira, presidente do SOS Vida Animal. Nesta situação, a entidade faz ``vaquinhas``, com venda de pizzas, camisetas e adesivos. O problema é mesmo a falta de espaço adequado.
``As queixas dos vizinhos são muitas, então, planejamos construir um gatil e um canil em breve. A Prefeitura nos cedeu um terreno atrás do Shopping Catuaí, mas trata-se de uma área nobre, onde os moradores sem dúvida vão reclamar do cheiro, do barulho. Agora, está correndo um processo de desapropriação de uma área rural, no distrito de Maravilha, mais adequada``, afirma Ferreira. A entidade também planeja desenvolver campanhas que veiculem informações sobre a necessidade da castração em cães e gatos, para que a população de animais abandonados não cresça até níveis intoleráveis.
Marcelo de Castro, da Vigilância Sanitária, explica que o órgão apresentou este ano um projeto à Fundação Nacional de Saúde (Funasa), do Ministério da Saúde, para um convênio que crie em Londrina um Centro de Controle Zoonoses. ``Agora, com o fim das eleições, devemos ter uma definição até novembro. O espaço vai abrigar 80 animais, e planejamos estabelecer uma grande rotatividade``, diz Castro. Segundo o gerente, o Ministério da Saúde poderia disponibilizar R$ 550 mil para a construção do centro.





