Londrina tem 2.080 casos de dengue
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terça-feira, 15 de abril de 2003
Fernanda Bressan<br> Reportagem Local 
O número de casos confirmados de dengue em Londrina chegou a 2.080. São 9.105 notificações registradas, mas deste total apenas três mil exames foram realizados, indicando que o número de confirmações deve ser maior do que o constatado. O diretor da 17 Regional de Saúde, Gilberto Martin, justificou que nesse momento o número de casos não é prioridade.
''Não precisamos trabalhar com o número real pois temos uma estimativa de quatro mil confirmações'', apontou Martin. A estimativa é feita em cima do índice de positividade, que está entre 60% e 65% das notificações. As ações da Regional estão concentradas no combate efetivo ao mosquito e seus criadouros.
Os exames de sorologia da dengue são realizados no Hospital Universitário (HU), mas o laboratório da instituição não está dando conta da demanda, acumulada durante as semanas de maior incidência da epidemia. Por isso, estão estocados no HU 1,5 mil exames e na Secretaria Municipal de Saúde, outros 2 mil aguardam resultado. Dois funcionários do hospital foram remanejados para auxiliar no trabalho.
A boa notícia é que os números de notificações está caindo desde o fim de março e o índice de infestação do mosquito transmissor da doença, o Aedes aegypti, pulou de 4,95%, em janeiro e fevereiro para 0,77% em abril, porcentagem considerada segura pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Mas, para o secretário municipal de Saúde, Silvio Fernandes, ainda é preciso cautela. ''Isso não significa que não tenhamos que manter a mobilização da sociedade e intensificação das atividades em campo'' afirmou. A Regional de Saúde está organizando a ''Operação Inverno'' para evitar outra epidemia no próximo verão.
Ontem, a vereadora Sandra Graça (PDT) denunciou que pneus estocados no aterro sanitário (zona leste) foram queimados, ao invés de serem encaminhados à empresa BS Colway, de Curitiba, com a qual a prefeitura mantêm convênio. ''Hoje (ontem), minha assessoria foi até o Lixão e flagrou mais pneus sendo descarregados e outro tanto sendo queimado'', acusou. Os pneus podem se tornar focos do Aedes.
Segundo o presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Wilson Sella, um carregamento de pneus teria saído de Londrina na tarde de anteontem e o convênio estaria sendo cumprido. Quanto ao fogo nos pneus, ele se mostrou surpreso ao ser informado pela reportagem e garantiu que a ordem não partiu da CMTU. Segundo ele, a empresa terceirizada que cuida do Lixão não tem autorização para atear fogo em nada, ''nem mesmo uma madeira''. ''Vamos apurar responsabilidade e ver quais as punições cabíveis'', afirmou. (Colaborou Telma Elorza)


