O defensor público da União, Sérgio Oura, relatou que em Londrina atuam dois defensores federais. "No momento é um número razoável, mas o mais adequado era ter pelo menos oito defensores, um para cada vara federal", afirmou.
Segundo ele, para se ter uma ideia do volume de trabalho, basta ver a quantidade de ações que a instituição defende na vara criminal federal. "Nós só temos uma vara federal criminal em Londrina, mas cerca de 50% das ações são defendidas pela Defensoria Pública da União", apontou.
Oura explicou que a emenda constitucional 80, de 2014, determinou a criação de 789 cargos de defensores em todo o País e que em oito anos elas devem estar todas preenchidas.
No âmbito estadual, a presidente da Associação dos Defensores Públicos do Paraná (Adepar), Thaísa Oliveira, relatou que desde a sua criação houve muitas decepções institucionais. "Tem uma frase que costumo dizer que é um privilégio e um fardo ser um defensor público. Apesar das dificuldades, os defensores vocacionados fizeram o que podiam." Segundo ela, por ser uma instituição nova, o processo de consolidação é lento e é preciso que seja reconhecido por parte do poder judiciário. "O atraso na implantação da defensoria no Paraná foi muito simbólico e muita gente desconhece a atividade e o papel do defensor. Mas no Rio Grande do Sul a defensoria pública foi eleita a instituição com mais aprovação. Isso conquistado com o trabalho feito junto à população. (V.O.)

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