Londrina tem 100 áreas de descarte irregular
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terça-feira, 13 de março de 2012
Érika Gonçalves e Michelle Aligleri <br> Reportagem Local 
Em época de dengue e preservação ambiental, muitos ainda não se conscientizaram que lixo deve ser descartado no lugar correto e ainda insistem em jogar resíduos domésticos, restos de construção e até móveis em terrenos baldios ou fundos de vale. De acordo com informações da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) de Londrina, em toda a cidade são mais de cem espaços usados como depósito irregular de materiais.
''A pessoa prefere andar dois quarteirões e jogar o lixo na frente da casa do vizinho ou no fundo de vale do que levar no ecoponto. Acaba sobrando para o municipio, para as pessoas que moram perto destas áreas e para o meio ambiente'', desabafou o diretor de Operações da CMTU, Luciano Borrozzino.
Na Zona Norte, próximo à Rua Angelina Ricci Vezozzo, uma rua projetada está se tornando local de depósito de todo tipo. Embalagens pet, restos de móveis, sacos de gesso e peças de carro fazem parte da paisagem e vão se amontoando ao longo da rua, junto com o mato alto. Em alguns pontos foi colocado fogo na tentativa de diminuir as pilhas de lixo.
Alguns empresários que trabalham na região afirmam que várias vezes já fizeram solicitações para limpeza do local. ''Já mandei inclusive funcionários meus ajudarem na roçagem, mas o descarte continua. O tráfego aqui é constante, mas ninguém se intimida e continuam jogando lixo'', reclama um deles, que não quis se identificar com medo de represálias. ''Aqui é um local perigoso; antes quando chegávamos para trabalhar era comum encontrarmos carros e motos faltando peças'', atesta outro.
Outro local onde é comum o descarte de lixo é na Rua Itajaí, próximo à Avenida Brasília (Centro). Ao longo de um quarteirão os montes de lixo se acumulam em cima da calçada e se esparramam pela rua. Roupas, restos de alimentos, animais mortos, restos de móveis ocupam o lugar do pedestre, que fica impossibilitado de andar pelo local.
Funcionários de uma construção próxima afirmam que é comum virem pessoas chegando com carroças ou carrinhos de mão para despejarem entulhos. ''A prefeitura vem aqui limpar e logo depois estão sujando de novo.''
Capitão Hiberaldi Correia de Lima, comandante da 4 Companhia Independente da Polícia Militar de Londrina, afirmou que iria encaminhar policiais para verificarem a situação na Zona Norte e tentar descobrir a origem das peças de carros.
Multa e apreensão
Conforme Borrozzino, já foram apreendidos diversos veículos, cujos motoristas faziam depósito de materiais em áreas irregulares. ''É uma situação frequente.'' A multa para os veículos de tração animal ou humana é de no mínimo R$ 1 mil. Para os veículos de passeio a multa é de pelo menos R$ 5 mil. Os veículos de carga (camionetes) estão sujeitos a multa mínima de R$ 7 mil e o valor var de R$ 10 mil a R$ 25 mil para veículos acima de quatro mil quilos. ''Vale lembrar que os valores variam de acordo com o material que está sendo descartado'', explicou.
O objetivo da CMTU é instalar câmeras de segurança nos ecopontos, mas não há prazo para isso. Para coibir o despejo irregular, o diretor informou que é realizada fiscalização com oito motociclistas, que circulam pelos locais em busca de algum flagrante. ''São quatro motos da CMTU e quatro da Guarda Municipal, além de alguns veículos descaracterizados. Esta ação tem dado resultado'', destacou.


