Londrina tem 10 associações
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quarta-feira, 02 de agosto de 2006
Fernanda Borges<br>Reportagem Local 
O surgimento de diversificados pontos de entretenimento no Centro da cidade, além da mudança do poder aquisitivo das pessoas nas últimas décadas são alguns dos fatores que têm contribuído para uma mudança no ritmo de atividades dos clubes de Londrina.
Para o presidente da Associação dos Clubes de Londrina (Acelon), Éderson Camata, essas mudanças têm se tornado cada vez mais significativas desde a época da implantação do Plano Real, em 1994. ''De uma modo geral, as atividades sociais nos clubes têm diminuído cada vez mais. A redução do poder aquisitivo tem feito as pessoas optarem por planos médicos ou outras atividades mais importantes. Se associar a um clube têm ficado em segundo plano'', diz.
Ao todo, existem dez clubes em Londrina, destes, sete fazem parte da Acelon. O clube mais antigo da cidade é o Grêmio Recreativo Londrinense, que foi o primeiro da cidade inaugurado em 1942 e que também conta com o maior número de associados, cerca de três mil. Em relação ao tamanho da área, o Grêmio e a Associação Cultural e Esportiva de Londrina (Acel) são os maiores, tendo respectivamente 10 e 15 alqueires de extensão. Também entre os clubes da cidade, o Grêmio conta com o maior parte aquático, com nove piscinas.
O grande fluxo de atividades sociais realizadas em anos anteriores demandava outros espaços para alguns clubes. O Grêmio e a Acel eram dois clubes que contavam com essas estruturas. Segundo Camata, que também é presidente do Grêmio, o clube ainda possui um imóvel localizado no Centro, mas desde 2001 foi dispobibilizado para locação, devido à falta de utilidade do espaço.
''Antigamente eram realizados muitos bailes. Também por conta da acústica, para continuar sendo utilizado o local teria que ser adequado para esse tipo de atividade. Mas como não havia mais tantos interessados, foi decidido que tudo fosse realizado na sede campestre. Só para se ter uma idéia, em 1996 o clube contava com 6 mil associados. Tivemos uma queda de 50% deste número de lá pra cá'', salienta o presidente do clube.
No caso da Acel, o clube chegou a vender o outro espaço que possuía no Jardim Dom Bosco (Zona Oeste) para poder equilibrar a receita e as despesas. Em 1985, a Acel chegou a ter 2,5 mil sócios, hoje o clube conta com 700. Segundo o presidente da Acel, Issamu Suzuki, a manutenção de dois clubes estava se tornando cada vez mais inviável. ''Era uma estrutura muito grande que tinha sido construída numa época que o clube contava com muitos associados. Agora centralizamos todas nossas atividades na sede campestre localizada no Limoeiro'', diz.


