Londrina também sofre com falta de opções
Em Londrina, a situação em nada difere do município vizinho. Assim como em Ibiporã, a cidade não conta com nenhum serviço específico de acolhimento aos idosos com deficiência intelectual que perderam seus cuidadores. "É uma grande preocupação nossa também. Temos nossos alunos que estão envelhecendo e os pais que também estão envelhecendo e falecendo", disse a diretora do Ilece, Luciane Eiras Pape.
As duas unidades do Ilece em Londrina atendem juntas 360 alunos entre crianças e adultos com até 60 anos de idade. Até hoje, nenhum aluno ficou desamparado após a morte do cuidador. Em todos os casos, familiares assumiram a responsabilidade e teve até um deles que, na falta de um parente, passou a ser cuidado por uma vizinha. "Antigamente, os portadores de deficiência faleciam muito cedo. Agora estão envelhecendo e Londrina não tem um local adequado para receber essas pessoas, não tem uma residência inclusiva, não tem alternativas. Os familiares nem sempre têm estrutura para permanecer com a pessoa com deficiência", lamentou Luciane.
A diretora do Ilece reconhece que os custos de manutenção de uma residência inclusiva são elevados e sem apoio financeiro fica inviável. "Receber ajuda para iniciar o trabalho é fácil, mas e para manter a casa? Porque você precisa ter uma estrutura para manter dia, noite, sábado, domingo, feriado, férias. É uma estrutura muito cara." Segundo Luciane, a questão já foi encaminhada ao Ministério Público, mas ainda não houve resposta.(S.S.)





