O secretário do Estado de Segurança Pública, José Tavares, reconheceu que Londrina sofre com uma ‘‘explosão de violência’’ e que o governo tem ‘‘limitações’’ em resolvê-la. ‘‘Hoje, os problemas são muito maiores que a realidade que vivemos. Mas estamos trabalhando e investindo para enfrentá-los’’, afirmou o secretário ontem, em Londrina.
‘‘E esse helicóptero que trouxe hoje (ontem) vai ser muito útil no apoio no combate ao crime. Londrina está de parabéns por receber esse aparelho’’, destacou, se referindo ao helicóptero do Grupo de Operações Aéreas da Polícia do Paraná. O aparelho – um dos dois alugados pelo governo do Estado para uso integrado das Polícias Civil e Militar e que ficará exclusivamente no eixo Londrina-Foz do Iguaçu – foi entregue oficialmente ontem pelo secretário ao comandante-geral da PM, coronel Gilberto Foltran, e delegado-geral da Polícia Civil, Leonyl Ribeiro. A aeronove foi mostrada no Estádio Vitorino Gonçalves Dias, em Londrina.
Quanto à coincidência de trazer equipamentos para cidade cada vez que estoura uma crise na área de segurança, Tavares foi enfático ao dizer que não há intenção nisso a não ser o trabalho. ‘‘Isso prova que nunca vim para Londrina de mãos vazias. Dessa vez trouxe um helicóptero’’, apontou.
Para o comandante do 5º Batalhão da Polícia Militar, tenente-coronel Rubens Guimarães de Souza, o helicóptero vai ajudar muito o trabalho da polícia. Segundo ele, o helicóptero pode ajudar para cobrir algumas deficiências que a polícia tem, principalmente na questão do efetivo. ‘‘O helicóptero substitui várias viaturas em perseguições, por exemplo. Se hoje são necessárias seis viaturas, podemos passar a usar duas já que, com o apoio aéreo teremos mais visibilidade.’’
O delegado-adjunto da 10ª Subdivisão Policial (SDP) de Londrina, Jurandir Gonçalves André, também se mostrou entusiamado com a aeronave. ‘‘A mobilidade e área de abrangência se tornam muito maiores’’, afirmou. Segundo ele, se a polícia dispusesse de um equipamento desse na época que assaltantes desviaram um avião de Foz para uma pista de pouso em Porecatu, há dois anos, ‘‘com certeza teríamos pego a quadrilha’’, afirmou. Para ele, é um equipamento que compensa o investimento.

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