'Londrina Segura' reduz delitos em 40%
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terça-feira, 05 de julho de 2005
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
A população pode ainda não ter percebido a ponto de comemorar, mas a coordenação da ''Operação Londrina Segura'', que trouxe mais 310 policiais para o 5º Batalhão da Polícia Militar (BPM), sustentou ter conseguido uma diminuição de 40% nos índices gerais de crimes cometidos no município e Região Metropolitana nos 15 primeiros dias de ações em relação a igual período do ano passado. Os números foram apresentados ontem pelo comando da operação, que aproveitou para avisar que as ações ostensivas vão continuar nas próximas semanas.
De acordo com o coordenador da Força-tarefa composta por 55 viaturas entre carros e motos , capitão Paulo de Camargo, os crimes de maior potencial ofensivo foram reduzidos de forma significativa: os homicídios diminuiram cerca de 50% entre 20 de junho e 5 de julho deste ano em comparação com os mesmos dias de 2004; as lesões corporais sofreram queda de 53%; houve 22% de redução nas ocorrências de furtos e roubos; e ocorreu 159% de aumento no número de veículos furtados ou roubados recuperados. ''A idéia é continuarmos essas operações para que os índices de criminalidade retornem a patamares aceitáveis'', comentou. Ações mais repressivas como a realizada ontem no Jardim Nossa Senhora da Paz poderão voltar a acontecer em outras regiões.
O comandante do 5º BPM, major Marcos de Castro Palma, comemorou que a operação conseguiu, na média, reduzir em 40% os delitos: ''esperamos que esses resultados sejam multiplicadores desse entusiasmo e que as próximas etapas também possam trazer resultados tão positivos como estes''. Nem mesmo o fato de a última segunda-feira ter sido marcada por ocorrências graves sequestro-relâmpago, troca de tiros entre PMs e assaltantes, diversos ferimentos por armas de fogo abalou o otimismo do comandante. ''Não colocamos apenas um dia para servir como parâmetro.''
Questionado se os resultados positivos não podem cair por terra com a saída dos policiais ao final da operação, o major argumentou que antes de apontar a carência de efetivo como fonte principal do aumento da violência é mais produtivo trabalhar visando a qualificação dos PMs que aqui estão. ''Quanto mais policiais pró-ativos à idéia de fomentar conceitos de uma polícia comunitária nós tivermos melhores serão nossos resultados'', avaliou. Mesmo elogiando seus comandados, Palma admitiu que será preciso muito trabalho para atingir esse objetivo no batalhão que comanda.
Ainda com relação ao efetivo, o comandante revelou que espera contar com novos soldados somente no final do ano. Mas observou que a atuação com as outras forças policiais Civil, PIC e Federal e com a Justiça será intensificada. ''Nós não vamos voltar ao status-quo de apenas fazer a rádio-ocorrência. Vamos continuar com nossas operações buscando a antecipação, ou seja, evitar que o delito seja cometido e repreender quando ele for verificado'', garantiu o major.
Ele exemplificou com uma situação apurada numa blitz de trânsito quando em 30 apreensões feitas 20 foram por falta de habilitação. ''Se o condutor não é habilitado não temos certeza de que está devidamente em condições de dirigir seu veículo sem expor sua própria vida a riscos e sem expor a segurança de outras pessoas.''


