A coleta de lixo em Londrina continuará sendo feita pela Vega Ambiental. Um segundo contrato emergencial, agora com prazo de seis meses, foi fechado ontem à tarde entre a empresa e a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU). A prefeitura conseguiu manter o preço do antigo acordo, que termina no próximo dia 9, no valor de R$ 510 mil mensais. A Vega reivindicava um aumento no preço, porque no final de ano normalmente cresce o volume de lixo.
A Vega é responsável pela coleta do lixo domiciliar e hospitalar, além da manutenção do aterro sanitário. O contrato ainda em vigor foi fechado para 90 dias. O presidente da CMTU, Wilson Sella, imaginava que conseguiria resolver, nesse período, o processo de licitação para contratar a empresa responsável pelos serviços de coleta de lixo, varrição pública e operação do aterro, com preço máximo de R$ 650 mil. Mas a concorrência foi suspensa no mês passado, depois que uma empresa de Mogi das Cruzes (SP), a Júlio Simões Transportes e Serviços, conseguiu liminar na 7ª Vara Cível para participar, apesar de não responder a um critério do edital: experiência de dois anos em cidade com o mínimo de 225 mil habitantes.
Sella explicou que seis meses é o prazo máximo permitido por lei para o contrato emergencial. O presidente ressaltou que há, porém, uma cláusula prevendo o cancelamento imediato caso seja homologada a licitação definitiva antes dos 180 dias. Ele avaliou como ''bom'' o acordo fechado ontem, na CMTU. ''O importante é que o serviço não será interrompido'', afirmou. A única preocupação, agora, é com a varrição, que continua sendo feita, precariamente, por equipes reduzidas da prefeitura. As três parcelas de R$ 510 mil pelo serviço já prestado ainda não foram pagas à Vega Ambiental. ''A vontade é de resolver isso o mais rápido possível'', disse Sella.
O gerente regional da Vega Ambiental, Carlos Konishi, considerou que o momento não é de criar um impasse com o município por causa do valor do contrato. Na opinião dele, era importante manter a ''parceria'' e continuar oferecendo o serviço, considerando a concorrência que está para ser retomada. A empresa mantém em Londrina 200 funcionários e 18 equipamentos. Na segunda-feira deverá ser assinado o novo contrato emergencial.
Sella adiou para alguns dias uma decisão sobre a reabertura ou não do edital de concorrência da coleta de lixo - anteontem ele disse que a solução poderia sair ainda esta semana. ''A complexidade do serviço exige aprimoramento'', justificou. A CMTU está considerando a possibilidade de modificar o edital, abrindo concorrências distintas para coleta, varrição e operação do aterro.
Outra preocupação do presidente da CMTU é quanto ao tempo de vida útil do aterro sanitário, estipulado no edital de concorrência em até dois anos. Esse item também está gerando questionamento por parte das empresas interessadas, devido à imprecisão do prazo. ''Vamos fazer um estudo para quantificar melhor o tempo de vida útil'', explicou.

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