Londrina registra primeira morte em decorrência da dengue
Vítima era uma mulher de 73 anos; município acumula 1.338 casos desde início do ano
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 09 de abril de 2025
Vítima era uma mulher de 73 anos; município acumula 1.338 casos desde início do ano
Reportagem local 

A Secretaria Municipal de Saúde de Londrina confirmou, nesta quarta-feira (9), a primeira morte em decorrência da dengue no município. A vítima é do sexo feminino, tinha 73 anos e múltiplas comorbidades. Ela faleceu no dia 25 de março, no Hospital da Zona Sul, e morava na região leste.
De acordo com informações da secretaria, a paciente apresentou sintomas da doença no dia 6 de março e, no dia 11 do mesmo mês, procurou a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Centro-Oeste, de onde foi transferida para o HZS no mesmo dia. Ela ficou internada por 14 dias e foi a óbito.
“A Secretaria Municipal de Saúde sente muito por essa perda, pois temos trabalhado intensivamente com a prevenção, justamente para evitarmos as formas graves da doença e óbitos", lamentou a diretora de Vigilância em Saúde da secretaria, Fernanda Fabrin, que acrescentou: "Temos que destacar que se tratava de uma paciente idosa, que tinha várias comorbidades, que teve uma demora na procura do serviço de saúde. Ela tinha outras patologias e uma infecção bacteriana concomitante, o que torna o caso mais complexo e requer uma análise mais rigorosa”, explicou
Com relação à zona leste, onde a paciente morava, a diretora informou que se trata de uma região sem muitos casos positivos e notificações. “Independentemente disso, nós realizamos diversas ações a partir do momento em que temos casos suspeitos, ou seja, é feito um bloqueio na região, a aplicação de UBV Costal (nebulização), também fizemos a Borrifação Residual Intradomiciliar (BRI) nas escolas da região leste e a soltura dos mosquitos wolbachia. Todas as ações de prevenção foram realizadas, assim como estão sendo feitas em outras regiões do Município”, detalhou.
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NÚMEROS
O boletim epidemiológico sobre a dengue divulgado pela Saúde nesta quarta-feira, aponta que, do início do ano até o momento, foram registradas 9.512 notificações relacionadas à doença. Deste total, 1.338 casos foram confirmados, 5.421 descartados, e 2.753 seguem em análise. A taxa de positividade é de 14,1%. Com relação à chikungunya, Londrina registra quatro notificações, das quais um caso foi confirmado (importado), um foi descartado, e dois estão em análise.
Londrina apresentou uma considerável redução quando comparado ao mesmo período de 2024. No ano anterior, neste período, havia 36.815 casos notificados de dengue e 23.867 confirmados (taxa de positividade de 64,8%), além de 34 óbitos.
AÇÕES
A Diretoria de Vigilância em Saúde – Setor de Controle de Endemias vem desenvolvendo, de forma contínua e estratégica, diversas ações de prevenção e controle do mosquito Aedes aegypti, vetor da dengue. Entre as ações estão visitas domiciliares e vistorias de imóveis, aplicação de UBV Costal; execução Borrifação Residual Intradomiciliar (BRI) e ações educativas.
OVITRAMPAS
O Controle de Endemias iniciou, nesta semana, a instalação de 70 armadilhas ovitrampas nos distritos rurais. Segundo o gerente de Vigilância Ambiental da secretaria, Nino Ribas, a instalação ocorre de forma homogênea, dentro de um raio de 300 metros, assegurando cobertura adequada para a análise da infestação e identificação precoce de possíveis surtos.
As ovitrampas são usadas para coletar os ovos de mosquitos e que se configuram como um método eficaz para monitorar a presença do Aedes aegypti, que transmite a dengue. Atualmente, o Município conta 1.030 armadilhas ovitrampas instaladas em áreas urbanas, permitindo o acompanhamento contínuo da presença do vetor e subsidiando ações mais eficazes de controle da dengue.
(Com informações do N.Com)


